O ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, e o cunhado dele, Fabiano Zettel, foram presos na manhã desta quarta-feira (4), após decisão do ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso depois da saída de Dias Toffoli.
Além deles, dois outros envolvidos que trabalhavam para Vorcaro também foram presos. Um deles, que trabalhava quase como “capanga” e recebia R$ 1 milhão/mês do empresário, cometeu suicídio em sua cela ontem, segundo a polícia.
Junto da prisão, a Polícia Federal revelou que Daniel Vorcaro tinha um grupo de WhatsApp chamado “A turma”, no qual planejavam coletas de dados de interesse e até planejavam ações violentas contra jornalistas.
A reportagem de R$ 2M para evitar prisão
Só para se ter uma ideia do nível, as investigações apontam que os integrantes do grupo invadiram sistemas da PF, do Ministério Público Federal e até mesmo do FBI e da Interpol.
Segundo o jornal O Globo, foi hackeando os sistemas da PF e da PGR, inclusive, que Vorcaro teria descoberto antecipadamente que seria preso, daquela primeira vez.
O ex-banqueiro, então, teria mandado essa informação para o site “O Bastidor” publicar, pagando ao jornalista R$ 2 milhões por isso. Então, mencionando essa reportagem, os advogados de Vorcaro pediram à Justiça para negar possíveis medidas cautelares — como uma prisão preventiva.
As ameaças a um jornalista
Vorcaro aparece bastante incomodado com o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, um dos nomes que mais tem divulgado informações em primeira mão sobre o caso: “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”
Encontros com Alexandre de Moraes
Em outras mensagens, Vorcaro diz à então noiva, em abril de 2025: “Tô indo encontrar alexandre de moraes aqui perto de casa”. 10 dias depois, os dois fizeram uma ligação de vídeo e depois, por mensagem, Martha Graeff pergunta: “Quem era o primeiro cara?”; então, Vorcaro responde: “Alexandre moraes”.
Vorcaro, agora preso, voltou a negar todas as acusações. Além das quatro prisões, a PF também fez busca e apreensão nas casas do ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e do ex-servidor do BC, Belline Santana.
Ambos são acusados de receberem propina e atuarem como consultores privados de Vorcaro nas questões regulatórias do banco. Os dois foram afastados de seus cargos.
Agora, a Segunda Turma do STF — da qual o antigo relator do caso, Dias Toffoli, também faz parte — vai decidir se Vorcaro e seus aliados continuam presos. Do The News





