Suinocultura brasileira amplia presença global e mira novos mercados

O cenário do agronegócio brasileiro para 2026 é promissor. Durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), o economista Luis Rua, ex-secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, traçou um panorama otimista: a perspectiva é de que o país se consolide como o maior exportador agropecuário mundial.

A suinocultura é um dos pilares deste crescimento. O Brasil ocupa hoje a quarta posição entre os maiores produtores globais e a terceira em exportações, tendo superado o Canadá. Em 2025, o setor atingiu o marco de 1,51 milhão de toneladas exportadas, um salto de quase 130% em uma década.

Segundo Rua, o sucesso brasileiro se deve à combinação de quantidade, qualidade, sanidade e sustentabilidade. Para sustentar esse avanço, o economista defende uma estratégia contínua de abertura de mercados e presença ativa do setor em eventos internacionais. Além disso, a vigilância sanitária é tratada como o “visto” indispensável para a manutenção dessas fronteiras abertas. A meta agora é ampliar o acesso a mercados estratégicos como Japão, Coreia do Sul, México, EUA e Canadá, aproveitando também o fortalecimento das relações comerciais com a China.