Santa Catarina mostra sua força na produção de leite

Santa Catarina reafirma sua vocação no agronegócio com números expressivos na pecuária leiteira. O estado, que ocupa o quarto lugar no ranking nacional, registrou uma produção de 3,5 bilhões de litros em 2025, o que representa cerca de 13% de toda a produção do Brasil. Esse protagonismo não é por acaso, mas reflexo de um setor que investe em melhoramento genético, nutrição animal e, acima de tudo, profissionalização.

Sucesso no Oeste Catarinense

Um exemplo claro dessa transformação ocorre em Seara, na Linha Ariranhazinha. A família Hartmann, produtores de leite, viu sua rotina mudar radicalmente após aderir ao programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faesc/Senar.

Antes da consultoria, a família enfrentava desafios comuns: dificuldades na nutrição do rebanho, manejo desorganizado e incertezas financeiras. Com apenas 36 animais, a propriedade entregava cerca de 6 mil litros de leite por mês.

Ao adotar as orientações técnicas — que incluíram ajustes na nutrição, piqueteamento de pastagens e rigoroso controle financeiro — os resultados foram impressionantes. Sem aumentar o número de cabeças no rebanho, a produção saltou para picos de 20 mil litros mensais.

“Com o mesmo número de animais, conseguimos melhorar muito a produção. Hoje temos mais segurança financeira e confiança para investir”, destaca o produtor Jonas Gustavo Hartmann, que conduz a atividade ao lado da esposa Eloide, do irmão Jean e dos pais, Egon e Secy.

O impacto da ATeG

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, casos como o da família Hartmann mostram que o conhecimento técnico é o diferencial competitivo. “A ATeG tem contribuído para transformar a realidade das propriedades, elevando o nível de gestão e a eficiência produtiva”, afirma.

O supervisor técnico da ATeG, Fernando da Silveira, reforça que o sucesso é fruto da união entre conhecimento técnico e dedicação dos produtores. “Quando gestão e técnica caminham juntas, o produtor constrói uma atividade muito mais rentável e sustentável”, conclui.