Por: Andréa Leonora

Os prefeitos eleitos, e reeleitos, nos 295 municípios em Santa Catarina tomaram posse em 1º de janeiro, mas começaram efetivamente os trabalhos esta semana. Sobre suas mesas, o maior desafio para 2021: o planejamento da logística para a campanha de vacinação contra a Covid-19. Sem data para começar, nem quantidades de doses previstas, os chefes dos executivos municipais estão na dependência de ações dos governos federal e estadual.

Na apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 ao Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia 16 de dezembro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deixou claro o papel de estados e municípios neste processo. Na sequência, o Governador Carlos Moisés (PSL) também reforçou que Santa Catarina ficará à reboque do plano nacional.

Ou seja, enquanto o Ministério da Saúde e a secretaria estadual da área não apresentam um modelo factível, cabe aos prefeitos planejarem as ações e, para tanto, precisarão do apoio efetivo dos servidores do Sistema Único de Saúde (SUS) para prepararem a estrutura de imunização. Por sorte, o Brasil tem um largo histórico nesta área, o que pode ajudar nas tomadas de decisão.

O presidente da Federação Catarinense de Município (Fecam), Paulo Roberto Weiss, ex-prefeito de Rodeio, teve papel fundamental na assinatura do convênio com o Instituto Butantan, quando garantiu a destinação de parte da produção da vacina CoronaVac para o estado.

Weiss, no entanto, deixa o comando da entidade que congrega os chefes dos executivos municipais no próximo dia 20. Haverá nova escolha do futuro presidente da Fecam e caberá a ele comandar este processo.

Paulo Weiss entende que o Brasil ficou para trás na corrida pela vacina. “Perdemos e ainda estamos perdendo tempo com questões ideológicas e religiosas”, constata.

Independentemente de que esteja à frente da empreitada, o que a imensa maioria da população catarinense espera é que a campanha seja posta em prática o quanto antes, para que o estado possa, definitivamente, retomar o seu crescimento.

 

Paulo Roberto Weiss, presidente da Fecam | Foto Duivulgação/Fecam

Segunda Guerra

O presidente da Fecam, Paulo Roberto Weiss, compara o atual momento  com um dos momentos mais difíceis vividos pela humanidade, no século passado. “Vivemos um momento parecido com o final da 2ª Grande Guerra. Os países que não foram atingidos saíram na frente após o fim do conflito”, comparou. Para ele, o Brasil precisa esquecer diferenças e pensar no futuro.

 

Enxurradas

Produtores rurais do Alto Vale do Itajaí, que sofreram com a enxurrada de dezembro, terão apoio da Secretaria Estadual da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural para recuperação da áreas atingidas. Ao todo, o secretário Ricardo de Gouvêa anuncia que R$ 1,5 milhão será destinado para projetos de recuperação de estruturas danificadas na região de Rio do Sul.

 

Segurança eficiente

As forças de segurança da Grande Florianópolis fecharam 2020 e abriram 2021 mostrando eficiência e agilidade. Em dezembro, o seqüestro da menina de 4 anos, em Palhoça, foi resolvido em dois dias, com a prisão do casal suspeito. Neste domingo, 3, os policiais precisaram de 8 horas para prenderem dois homens também suspeitos de executarem outros homens e ferirem um terceiro em Canasvieiras.

 

Investimento

A última reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), realizada em dezembro, contou com a participação do presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco dos Brics, Marcos Troyjo. No encontro,Troyjo informou que para apoiar os países no enfrentamento dos desafios de saúde impostos pela pandemia e na retomada econômica, o banco dos Brics ofereceu uma linha de crédito de R$50 bilhões. “Queremos ser parceiros das economias emergentes que representarão uma fatia cada vez maior do PIB mundial. Se conseguirmos fazer isso, o Brasil, no caminho das reformas, vai se consolidar como uma das economias mais dinâmicas do século 21”, antecipou.

Ewaldo Willerding - Pelo Estado