Por: Coluna Pelo Estado

O mercado catarinense tem se recuperado rapidamente da crise causada pela pandemia e o consumo de gás natural já se igualou aos patamares do início do ano. Mais do que isso, a SCGÁS tem distribuído volumes acima dos atuais 2,1 milhões de m3/dia estabelecido no contrato de suprimento com a Petrobras.

O limite de capacidade de entrega do Gasoduto de Transporte Bolívia-Brasil, que atende cinco distribuidoras de gás no Centro Oeste, São Paulo e nos três estados do Sul, inviabilizou a contratação de volumes superiores na última chamada pública de suprimento.

Esse cenário de aumento da demanda se deve, principalmente, a alguns fatores: (i) a política comercial extraordinária praticada pela SCGÁS logo no início do período da crise econômica derivada da pandemia garantiu fôlego aos clientes no pior momento da crise; (ii) a diversidade do modo de produção catarinense e a força das nossas indústrias, que historicamente reagem antecipadamente a crises de nível nacional; (iii) as tarifas competitivas praticadas pela SCGÁS, bem inferiores à média nacional na última década; e (iv) a aceleração do processo de atendimento a novos mercados e clientes, interiorizando a rede de distribuição.

Para ampliar o suprimento ao mercado catarinense, a SCGÁS estrutura duas chamadas públicas para aquisição de novos volumes de gás natural. Ambas no curto prazo: uma busca a oferta pelo modal de Gás Natural Liquefeito (GNL) e outra que visa ampliar o número de supridores no Estado.

Destaca-se a necessidade de implantação de terminal de GNL no Sul do Brasil para possibilitar o aumento da oferta e diversos players para aquisição, considerando que o Gasbol atingiu seu limite e sua “repotencialização” só aconteceria no médio ou longo prazo. O projeto em fase de licenciamento na Baía da Babitonga, Porto de São Francisco do Sul, é uma das alternativas.

“Estamos unindo forças com o mercado industrial, via FIESC, para articular o Sul do país nessa importante pauta que visa ampliar o suprimento do gás natural com proposta para o médio e longo prazo. De forma imediata, estamos com equipes mobilizadas para executar as chamadas públicas, que em parte vão nos auxiliar no atendimento das necessidades de volumes atuais, dentro da realidade do mercado, e para suportar o crescimento da nossa rede”, afirma o presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.