Por: Coluna Pelo Estado

Na última semana, Santa Catarina ultrapassou o Rio de Janeiro e atingiu a 4ª posição do ranking nacional de estados com os mais casos de covid-19 oficialmente confirmados. De acordo com último relatório o Necat/UFSC, referente a semana de 19 a 26 de novembro, o estado alcançou a média de 29 mortos por dia, um aumento de 93% em relação aos últimos 14 dias. Uma semana antes, a média era de 19 mortos por dia.

Foram mais 31,6 mil pessoas infectadas e 200 mortes por coronavírus no estado nesta última semana. A taxa de crescimento de casos em relação a semana passada é de mais 10,5%. Até o último domingo, 29, o estado somava 358.997 casos confirmados, com 324.940 pessoas recuperadas e 3.721 mortas pela doença.


Mapa do governo do Estado mostra três regiões (Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste
e Foz do Rio Itajaí) em estado grave e as demais em estado gravíssimo

O estudo também mostra que entre os casos confirmados o maior crescimento se deu entre pessoas com idade entre 10 e 29 anos. As informações de novos casos no mês novembro por faixa etária mostram que casos entre pessoas com idade entre 10 a 19 e 20 a 29 anos tiveram os maiores percentuais de crescimento: ambos com 38%. Além disso, a faixa etária de 0-9 anos de idade sofreu aumento de 26% de contaminados; as faixas entre 30 e 59 anos tiveram aumentos entre 35 e 36%.

Tempo para atingir 10 mil novos casos reduziu para menos de dois dias
Com o agravamento da doença a partir de outubro, algumas regiões com tiveram aumento do número de casos diários, fato que foi agravado ainda mais agora no mês de novembro, quando se atingiu a marca de mais de 5 mil casos diários. Em outubro, o tempo para se atingir dez mil novos casos havia reduzido para quatro dias, patamar muito semelhante ao verificado no pico do contágio que ocorreu no final de julho e início de agosto.

Já nas duas primeiras de novembro o tempo para se atingir mais 10 mil novos casos foi de apenas 3 dias, igualando esse intervalo de tempo ao início do mês de agosto quando o estado teve seu surto máximo de contaminação. Agora, nas últimas semanas do mês esse tempo se reduziu para menos de dois dias, indicando o elevado grau de contaminação da população catarinense e revelando que a fase atual da doença atingiu os piores níveis de contágio no estado até o momento.

Média de mortes em novembro
Em relação ao número de óbitos, Santa Catarina continua em 16º lugar dentre as unidades da federação com os maiores números de mortes.

Na primeira semana de novembro, a média semanal móvel atingiu o número de 14 mortes por dia, patamar que havia sido atingido na terceira semana de setembro. Com isso, houve um aumento da média móvel de 75% em relação aos últimos 14 dias.

Já na segunda semana de novembro houve um aumento expressivo do número de óbitos no estado, fazendo com que a média semanal móvel atingisse o patamar de 15 mortes por dia, representando um aumento de 66% em relação aos
últimos 14 dias.

Na terceira semana de novembro o estado atingiu a média semanal de 19 mortes ao dia, representando um aumento de 36% em relação aos últimos 14 dias.

Por fim, na última semana, entre 19/11 e 26/11, foi atingida a média de 29 óbitos ao dia, representando um aumento de 93% em relação aos últimos 14 dias.

Cenário da última semana por região
Por um lado, há uma continuidade na aceleração da curva de contágio na Grande Florianópolis* em praticamente todo o mês de novembro, além de uma forte expansão nas regiões Sul* (13%) e Vale do Itajaí* (11%), sendo que ambas apresentaram as maiores taxas de crescimento na semana considerada, indicando uma reaceleração do contágio também nesses dois espaços geográficos, inclusive ultrapassando o ritmo de contágio que vinha sendo registrado na Grande Florianópolis.

Por outro, nota-se que a curva de contágio apresentou uma estabilidade na última semana nas regiões Oeste* e Norte*, as quais apresentaram taxas de crescimento entre 7% e 9%, percentuais abaixo da média estadual. Mas, segundo o estudo, isso não quer dizer que nessas regiões não possa estar ocorrendo aceleração do contágio em alguns municípios.

Também chama atenção o elevado percentual (12%) registrado na região Serrana* na última semana. Embora seu percentual de participação no agregado estadual ainda se mantenha baixo, a taxa elevada indica algum movimento mais expressivo de contaminação que possa estar ocorrendo em alguma localidade específica da região.

*O estudo utiliza como critério a divisão geográfica de mesorregiões de Santa Catarina segundo a classificação do IBGE

com informações do Necat/UFSC