Por: Andréa Leonora

Em sua nova edição, o Programa Terra Boa terá investimentos de R$ 47 milhões para ampliar a produtividade e a renda no meio rural catarinense. Este ano, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca irá apoiar a aquisição de 300 mil toneladas de calcário, 200 mil sacas de semente de milho, mil kits forrageira, 500 kits apicultura e 5 mil abelhas-rainhas. O Programa Terra Boa foi lançado pela vice-governadora Daniela Reinehr e pelo secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, durante a abertura do Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho. “Temos a possibilidade de fortalecer ainda mais o agronegócio catarinense”, destacou Daniela.

O Terra Boa resulta de convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro). A meta é aumentar a produção de milho e a produtividade das lavouras catarinenses, além de incentivar os investimentos na melhoria de pastagens e na apicultura. “O programa dá aos produtores uma oportunidade de acessar sementes de milho de alta tecnologia, investir na melhoria do solo, além de trabalhar com a diversificação da produção”, ressaltou o secretário.

Na última safra, as sementes de milho fornecidas pela Secretaria da Agricultura através do Programa Terra Boa responderam por 33% da área plantada do grão em Santa Catarina – aproximadamente 186,3 mil hectares.  Como 90% das sementes oferecidas são de alta tecnologia, trazem uma grande produtividade por hectare.

A expectativa para 2019 é atender mais de 80 mil agricultores catarinenses em 2019. Nos últimos seis anos, o Terra Boa já investiu mais de R$ 235,7 milhões e beneficiou mais de 500 mil agricultores de todo o estado.

 

Distribuição

Calcário: a distribuição é feita via cooperativa, disponibilizado para ser retirado próximo à propriedade rural – o produtor paga o equivalente em sacos de milho consumo tipo II (60 kg), pelo preço de referência fixado no início de cada ano -, ou  diretamente das minas – o produtor fica responsável pelo transporte. Cota de até 30 toneladas de calcário por propriedade que serão pagas no próximo ano com o produto da colheita.

Sementes de milho: incluem sementes de médio até altíssimo valor genético, seguindo as relações de troca. Para cada saca de 20kg de sementes, classificadas nos determinados grupos, o produtor deverá ressarcir a diferença entre o preço de venda menos os respectivos valores dos subsídios, cujo montante será convertido em quantidade de sacas de produto de 60kg de milho consumo tipo II, utilizando como base o preço unitário de referência fixado em R$ 25,00.

Destaque: Santa Catarina é o maior importador de milho do Brasil. Com um consumo anual de 7 milhões de toneladas do grão, o estado traz cerca de 4 milhões de toneladas do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer suas cadeias produtivas de suínos, aves e leite. Isso tira competitividade do estado que, por falta de infraestrutura de transporte adequada, vive sob permanente ameaça de fuga das agroindústrias para estados do Brasil central.

Kit Forrageira: formado por mais de 80 produtos fornecidos a partir de um projeto técnico elaborado pela Epagri. O valor do kit é R$ 6 mil e pode ser pago em três parcelas anuais, sem juros. Caso o produtor opte por adiantar o pagamento da segunda e da terceira parcelas para a mesma data de vencimento da primeira, terá um desconto de 30% sobre o valor da segunda e de 60% sobre o valor da terceira parcela.

Kit Apicultura: composto por seis colmeias, com ninho e duas melgueiras; cera alveolada para seis colmeias; formão; dois macacões completos com máscara; dois pares de luvas e um fumegador, cobertura ecológica, arames, esticador de arame, rainha, núcleo Langstoth, alimentador de cobertura, luvas e jaleco. O custo é de R$ 2,4 mil e o produtor terá dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual sem juros. Caso o produtor opte por adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, terá desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Abelhas-rainhas: fornecimento de no máximo 150 rainhas por produtor. A subvenção do governo é limitada a R$ 18,00 reais por rainha.

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura)