Por: Andréa Leonora

Com um portfólio de R$ 700 milhões em novos projetos entrando em operação entre 2019 e 2021, o Brasil pode ter um crescimento de até 200% na produção de biometano, no padrão ANP, aponta o presidente da Abiogás, Alessandro Gardemann. Segundo ele, não houve cancelamento dos projetos previstos, apesar da desaceleração da economia, provocada pela pandemia do novo coronavírus, o que deve proporcionar o salto na produção. “Pode até haver atrasos eventuais, mas continuamos bastante otimistas em relação a nosso segmento”, diz.

No ano passado, a produção do combustível aumentou 36% no país.

Gardemann acredita que, apesar da queda no preço do petróleo, o biogás continuará competitivo no longo prazo. “Mesmo com o petróleo barato, o biogás brasileiro tem capacidade para pelo menos empatar em custos com os combustíveis concorrentes, como o GLP e o diesel, e oferecer mais previsibilidade no longo prazo”, avalia.

De acordo com as projeções da Abiogás, a produção de biogás no Brasil deve crescer de 2 milhões para 30 milhões de m³/d em dez anos. “Temos um potencial tremendo no país na área de saneamento, tanto no aproveitamento do esgoto coletado, quando no tratamento do lixo, além do grande volume de resíduos da produção agrícola, hoje, sem aproveitamento econômico”, diz Gardemann. “Junte a isso o preço alto da energia no Brasil, e temos um grande incentivo para acelerar a curva de produção do biogás”.

Segundo o presidente da Abiogás, o cenário proporciona ao Brasil um potencial de crescimento no setor superior ao da média global. Segundo levantamento da Agência Internacional de Energia, a produção global de biogás foi de apenas 35 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2018, para um potencial estimado de 570 milhões de toneladas anuais equivalentes de biogás, e de 730 milhões de toneladas anuais equivalentes de biometano, que seriam suficientes para atender cerca de 20% da demanda global.

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Por Carlos Vasconcellos | Brasil Energia