Por: Andréa Leonora

Dia 20 de janeiro é comemorado o Dia Nacional do Farmacêutico e os profissionais que atuam nas farmácias de manipulação têm muito que comemorar, pois cresceu o número de postos de trabalho para o farmacêutico que atua com medicamentos e produtos personalizados e seus salários crescem acima da inflação.

De acordo com o diretor executivo da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), o catarinense Marco Fiaschetti, esse crescimento é notável. “Enquanto o Brasil perdeu mais de 2 milhões de postos de trabalho formais entre 2014 e 2017, o segmento de farmácias de manipulação não só aumentou o número de funcionários contratados como concedeu ganho real a seus colaboradores. Em plena crise econômica, o setor passou de 6.936 para 7.545 estabelecimentos entre janeiro de 2014 e abril de 2018”, revela.

As farmácias de manipulação do Brasil são consideradas referência no mundo todo e a carreira do farmacêutico está em constante evolução. Se hoje já é fundamental para o sistema de saúde nacional, a profissão tem tudo para se tornar uma das grandes carreiras do futuro com a farmacogenética – área que avança a passos largos, prometendo a entrega de tratamentos totalmente individualizados e personalizados de acordo com o mapeamento do DNA.

Evolução

Nos últimos 40 anos, a profissão farmacêutica evoluiu, as instituições brasileiras se consolidaram e o setor de farmácias de manipulação expandiu sua atuação, permitindo ao profissional fazer a diferença em diversas áreas da saúde humana e animal, como medicina, nutrição, odontologia e medicina veterinária. Segundo o Panorama Setorial Anfarmag 2018, foi registrada alta de 0,6% no volume de empregos gerados no setor em 2017 em relação a 2014.

O levantamento aponta que são quase 54 mil profissionais contratados em regime de CLT nas farmácias de manipulação, o que representa 0,11% dos 47,5 milhões de postos de trabalho existentes no Brasil. Santa Catarina foi o segundo estado com maior crescimento no número de contratações nesse período, ficando atrás apenas de Pernambuco.

O segmento é responsável, portanto, por um a cada 896 empregos formais no país. Esse resultado é visto com bons olhos pela entidade. Segundo o diretor executivo da associação, Marco Fiaschetti, esse crescimento é notável. “Enquanto o Brasil perdeu mais de 2 milhões de postos de trabalho formais entre 2014 e 2017, o segmento de farmácias de manipulação não só aumentou o número de funcionários contratados como concedeu ganho real a seus colaboradores. Em plena crise econômica, o setor passou de 6.936 para 7.545 estabelecimentos entre janeiro de 2014 e abril de 2018”, revela.

“Nosso Panorama apontou essa melhora percebida no volume de empregos, mas também nos mostrou que houve ganho real dos profissionais de 2014 a 2017, com incremento de 4,5% no salário médio do segmento, já descontada a inflação”, ressalta Fiaschetti.

Ele enfatiza a importância do farmacêutico na individualização de tratamentos, o futuro e presente da farmacologia. “Essa é uma tendência que temos visto de forma muito clara. A farmácia sempre terá papel importante para atender os grupos de pessoas que necessitam de drogas, doses ou formas farmacêuticas pouco comuns e que são, portanto, inviáveis para produção em escala”.

Junto com a individualização deve-se ressaltar que a longevidade da população também fortalece a profissão, já que o farmacêutico e a farmácia de manipulação são fundamentais para a saúde do idoso. “O cuidado com o idoso é um campo e tanto. Somos o único setor capaz de oferecer o tratamento personalizado que é tão importante nessa faixa etária”, afirma.