Por: Coluna Pelo Estado

O Núcleo de Estudos da Economia Catarinense (Necat) atualizou sua análise semanal do avanço do coronavírus em Santa Catarina nesta segunda-feira. No seu 14° boletim, o núcleo coordenado pelo professor Lauro Mattei focou nas informações relativas à primeira  semana de agosto. Além das tabulações tradicionais, foi mantida a seção sobre óbitos e observado crescimento nos indicadores.

Neste 14 º boletim, merece destaque o cenário da microrregião de Joaçaba, onde estão as cidades com as maiores taxas de crescimento de casos em apenas uma semana. De acordo com o boletim, Capinzal, Joaçaba, Videira, Herval do Oeste, Caçador e Fraiburgo tiveram crescimento alarmante. Com exceção de Joaçaba, todos tiveram taxa de crescimento no número de casos acima de 50% na última semana.

O Necat faz suas análises do coronavírus em Santa Catarina com base na média semanal móvel, tanto para número de casos, quanto de óbitos. O número de casos oficiais saltou de 79.239, em 30 de julho, para 98.634, no dia 6, última quinta-feira. O avanço representa um aumento percentual de 25% em apenas sete dias. 

A mais recente tabulação considera os dados até 6 de agosto. Nesta segunda-feira, 10 de acordo, com os dados do painel do governo do Estado, Santa Catarina atingiu a marca dos 106.928 contaminados, com 1.541 óbitos.

Coronavírus segue em expansão em SC

Observou-se, também, uma contínua aceleração da doença no estado, além de uma disseminação do vírus nas 20 microrregiões catarinenses. Em relação ao número de casos, o estado se mantém em um patamar intermediário dentre as unidades da federação, ocupando a 11ª posição no ranking nacional de registros. 

Em número de óbitos, Santa Catarina figura em 21º lugar, entretanto, deve-se mencionar o crescimento expressivo de julho, que se manteve na semana de agosto.

Casos por 100 mil habitantes

Em relação ao número de casos por 100 mil habitantes, verifica-se que esse indicador passou de 1.129, em 30 de julho, para 1.377, em 6 de agosto, um aumento de 22%.

O contágio pelo novo coronavírus, em todo o estado, foi mais acelerado em julho, na comparação com os meses anteriores, e essa circunstância se manteve na primeira semana de agosto. 

Esse comportamento, de acordo com o boletim do Necat, indica que a curva de contaminação da doença continua em forte ascensão, necessitando de mecanismos mais eficazes de controle.

A doença está presente em 293 dos 295 municípios catarinenses. Somente Urupema e Barra Bonita não têm registros oficiais.

Como a doença está se espalhando

Os estudos do Necat também mostram que o contágio da covid-19 em Santa Catarina começou na grandes cidades e se expandiu para os polos regionais para, em seguida, se espalhar nos pequenos municípios do interior. Esse movimento é semelhante ao observado na maioria dos estados.

Inicialmente, deve-se mencionar que as 13 cidades de Santa Catarina com população acima de cem mil habitantes mantiveram sua participação percentual ao redor de 50% do total de casos registrados no estado. Em termos absolutos, verificou-se um aumento de 20% do número de casos nesse estrato populacional entre 30 de julho e 6 de agosto.

Crescimento de casos

O coronavírus está em intensa disseminação em um grande número de pequenos municípios próximos às cidades polos regionais. De acordo com os cálculos do Necat, foi observado um crescimento de 19 mil casos entre 31 de julho e 6 de agosto.

Na primeira semana de agosto, a elevação no número de óbitos se manteve, sendo que a média móvel semanal em Santa Catarina ficou em 44 mortes por dia.

Nas microrregiões de Chapecó, Concórdia, Xanxerê, Blumenau, Itajaí, Joinville, Florianópolis, Tubarão e Criciúma o nível de contágio continua elevado. Esses locais são considerados com grau elevado de contaminação. Merecem atenção as seguintes microrregiões:

  • Itajaí, que apresenta elevado grau de contágio, especialmente em Itajaí e Balneário Camboriú;
  • Xanxerê, com um surto expressivo de contágio em Xaxim e Xanxerê;
  • Joinville, com crescimento expressivo na cidade homônima e em Jaraguá do Sul;
  • Blumenau, com elevados avanços da doença em Brusque e Gaspar;
  • Florianópolis, com forte crescimento nos casos em São José e Palhoça;
  • Tubarão, com destaque para diversas cidades.

Além do aumento na contaminação, foi percebido aumento expressivo nos óbitos, o que deve se repetir nas próximas semanas. Para o Necat, a curva de contaminação no estado ainda não atingiu seu pico, indicando que as medidas de controle da contaminação não podem ser relaxadas, especialmente nas microrregiões e municípios com grau elevado de contágio. Clique aqui para acessar a íntegra do boletim.

Com informações do Necat da UFSC