Por: Andréa Leonora

Os gastos com a aeronave oficial do governador catarinense Carlos Moisés (PSL) já somam R$ 220 mil mesmo sem nunca ter sido usada para transportar o chefe do executivo estadual atual. O Carajá (PT-RFT) de sete lugares, fabricado em 1983, está no hangar no aeroporto de Florianópolis e só sai do chão para a manutenção, que exige teste de voo. O governo informa que a aeronave está à venda, por meio de leilão, e é avaliada em 495 mil dólares.

Mas enquanto não aparece comprador para o Carajá, o governo segue arcando com os custos de manutenção. Segundo dados do Portal da Transparência do Estado, para custear a aeronave no hangar do Hercílio Luz o Estado contratou seguro, renovado esta semana ao custo de R$ 45,7 mil, remunerou pilotos instrutores, comprou combustível, realizou manutenções preventivas e até um laudo para avaliação de mercado foi pago.

Quando assumiu o governo, em janeiro de 2019, Moisés anunciou que abriria mão das duas aeronaves oficiais à disposição da Casa D’Agronômica e passaria a se deslocar em voos comerciais. Em setembro do ano passado, o governo conseguiu negociar o jato Cessna Citation II 550 por R$ 3,2 milhões com o governo de Mato Grosso do Sul, prevendo uma economia de até R$ 4,5 milhões. Já o Carajá, entre 2015 e 2018, período do segundo governo de Raimundo Colombo/Eudardo Moreira, custou de R$ 2,9 milhões aos cofres públicos.

 

Investigação

Foto: Rodolffo Espínola/Agência AL

 

Conforme antecipou a Coluna Pelo Estado, um inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público para apurar a demora de atendimentos no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon). Segundo a Fahece, fundação que administra o Centro, em 2017 a Secretaria de Saúde deixou de repassar R$ 31 milhões. Porém, desde o ano passado os repasses mensais foram regularizados. A Fundação informou ainda que essa dívida não é causa direta de eventual demora em algum atendimento. O assunto repercutiu na Assembleia Legislativa. O deputado Valdir Cobalchini (MDB) classificou a demora no atendimento de pacientes com câncer em Santa Catarina como “uma questão de Estado”.  Ele usou a tribuna, na sessão de ontem, para lembrar que Santa Catarina registra o maior índice de novos casos da doença. Outro que se manifestou sobre o tema foi o deputado Neodi Saretta (PT). Pediu mais atenção do governo estadual para reduzir as filas de espera que, inclusive, estão afetando os pacientes com câncer que aguardam por atendimento. “Esperamos que, de alguma forma ou de outra o governo possa encontrar uma solução para aliviar a angústia dos pacientes que estão na fila de espera em Santa Catarina”.

 

Falando em Saúde… O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputado Neodi Saretta (PT), voltou a falar da necessidade de um aumento de recursos para a área da Saúde. Segundo ele, isso é essencial para diminuir as filas de espera por procedimentos. O parlamentar criticou a (Proposta de Emenda Constitucional (PEC 95), que limita os gastos públicos por 20 anos, em vigor desde 2018. Disse ainda que, em 2017, o Governo Federal investiu 15,77% do orçamento na área da Saúde, índice que despencou para 13,54%. “São R$ 20 bilhões a menos aplicados em Saúde e, é claro, as filas para procedimentos aumentaram”, disse o deputado.

 

Encontro de governadores Nesta sexta e sábado, o governador Carlos Moisés (PSL) estará em Foz do Iguaçu (PR) onde participará do encontro de governadores do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). O encontro, que terá o governador Carlos Massa Ratinho Junior como anfitrião, contará com as presenças dos governadores de São Paulo, João Doria; Minas Gerais, Romeu Zema; Espírito Santo, Renato Casagrande; Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

 

Questões como sustentabilidade, bioeconomia e economia criativa vão permear as discussões da reunião. Com o tema A atitude de hoje é a eficiência do amanhã, o encontro vai reunir, além dos governadores, secretários estaduais e equipes técnicas dos sete estados das duas regiões.

 

Quatro representantes Joinville vai ter mais um representante na Assembleia Legislativa. O ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-federal e ex-prefeito de Joinville Carlito Merss (PT), assume como suplente no próximo dia 3 de março. No sistema de rodízio tradicional do PT, Merss ocupará o lugar do deputado Padre Pedro. Com isso, a maior cidade do estado terá, temporariamente, quatro parlamentares na Alesc – Kennedy Nunes (PSD), Fernando Krelling (MDB), Sargento Lima (PSL) e, agora, Carlito Merss.

 

Passivo do carvão Deputado Ivan Naatz (PL) se reuniu com procurador do Ministério Público Federal Demerval Ribeiro Viana Filho, em Criciúma, para tratar do passivo ambiental a ser recuperado nas áreas degradadas pela exploração do carvão mineral na região Sul do estado. Também tratou da elaboração de uma nova legislação estadual, com exigências mais rígidas para o setor. A procuradoria federal deverá subsidiar o deputado na criação e no aprimoramento da legislação.

 

(Por Fábio Bispo e Eliane Ramos | Edição: Andréa Leonora)