Por: Andréa Leonora

A Fundação Cultural Badesc promove na quinta-feira (27/09), às 19h, o lançamento do livro Sepultura de Palavras para os Desaparecidos – História dos Buscadores no México, da jornalista Luara Wandelli Loth. A data do evento marca os quatro anos do sequestro e desaparecimento dos 43 alunos da Escola Normal Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa, no estado mexicano de Guerrero, fato abordado na obra por meio das histórias de familiares e grupos de buscadores de valas e fossas clandestinas que se formaram por todo o país.

Os corpos ou restos mortais dos 43 jamais foram encontrados e a tragédia continua mobilizando famílias, e movimentos sociais na procura pelos jovens. A divulgação, na opinião da autora, pode ser considerada uma “arma contra a banalização dos desaparecimentos, já que a violência manteve curva crescente, mesmo após o escândalo de Ayotzinapa”.

Trabalho de campo

A autora, na época estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e intercambista da Universidade Autônoma do Estado do México (UAEMéx), testemunhou o desaparecimento dos estudantes e de volta ao Brasil, escolheu a tragédia como tema para desenvolver o seu trabalho de conclusão de curso.

Retornando ao México em 2015, onde permaneceu por um ano, Luara acompanhou pessoalmente o trabalho do grupo de buscadores. “São histórias, fotos e depoimentos que emocionam até os leitores mais insensíveis”, comenta.

A grande reportagem, transformada em livro pela Editora Insular será comercializada por R$ 45