Por: Coluna Pelo Estado

Os dados de covid-19 nas duas últimas semanas mostram que houve uma aceleração expressiva no número de novos casos da doença nos municípios que compõem a microrregião* de Florianópolis, houve aumento principalmente em Florianópolis, Palhoça, São José e Biguaçu. Na primeira semana de outubro, o percentual de crescimento foi de 7% – mais que o dobro verificado nas outras regiões. E na segunda semana, este percentual saltou para 8,5%.

Segundo o estudo, esses valores “revertem uma tendência observada nesse grupo de municípios da região ao longo de todo o mês de setembro e indicam uma reaceleração forte do contágio nesse espaço geográfico”. O boletim com análise da semana de 9 a 15 de outubro foi divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat/UFSC).

*Para acompanhar a evolução da pandemia nas cidades catarinenses, o Necat/UFSC utiliza como base as categorias de divisão geográfica do IBGE. A microrregião de Florianópolis é formada por nove municípios: Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Paulo Lopes, Santo Amaro da Imperatriz, São José e São Pedro de Alcântara. 

No gráfico 4, é possível notar a ascensão da curva de contágio no processo evolutivo da doença na microrregião de Florianópolis, enquanto as demais estão tendo comportamentos distintos. Florianópolis apresentou a maior taxa de crescimento dentre todas as microrregiões (8,5%), e continuou em primeiro lugar em termos de número absoluto. Tal comportamento é acompanhado muito de perto pela microrregião de Joinville, porém com taxas de crescimento de apenas 2% na semana considerada.

Aumento de casos nas cidades próximas: Biguaçu, São José e Palhoça

Conforme a análise, a cidade de Florianópolis manteve sua participação com 43% de todos os registros oficiais dentre todos os municípios da microrregião. Mas a expansão cada vez maior da doença continuou na cidades próximas, com destaque para a cidade de Palhoça, que respondia por 19% de todos os registros oficiais da microrregião; São José com 24,5% dos casos e Biguaçu com 6,5%. As quatro cidades se localizam 93% de todos os casos da microrregião de Florianópolis.

Ritmo de contágio aumenta na Grande Florianópolis enquanto desacelera em outras regiões

O cenário da pandemia da covid-19 atual apresenta diferentes comportamentos nas regiões de Santa Catarina. Neste momento, a aceleração mais forte da curva de contágio está ocorrendo na Grande Florianópolis, região que apresentou a maior taxa de crescimento no período considerado. O número absoluto de casos oficiais passou de 38.394, em 08.10.20, para 41.306, em 15.10.20, representando um aumento de 7,5% na última semana, a maior taxa de crescimento dentre todas as mesorregiões. Em termos absolutos significou a ampliação de 2.912 novos casos em uma semana.

Já no Vale do Itajaí, Oeste, Norte e Serra o contágio desacelerou bastante, com taxas de crescimento de 2,5% no período considerado, indicando uma possível estabilidade do processo de contágio.

No Sul, a taxa de crescimento se situou em 3%, um patamar ligeiramente acima das demais mesorregiões, exceto no caso da Grande Florianópolis.

SC é o 7º estado no ranking nacional de casos de covid-19

O número de casos oficiais no estado saltou de 224.103, em 08.10.20, para 231.412, em 15.10.202, representando um crescimento percentual de apenas 3,5% na semana considerada. Em termos absolutos, significou a contaminação de 7.309 pessoas nesse período. Ainda segundo a pesquisa, esse padrão da evolução da doença mostra que o vírus segue contaminando pessoas por todas as regiões catarinenses, com destaque para a região de Florianópolis.

Em relação ao número de casos, o estado continuou no patamar das dez unidades da federação com os maiores números de ocorrências, mantendo-se atualmente na 7ª posição do ranking nacional de registros oficialmente confirmados. Já em termos do número de óbitos, verifica-se que o estado continua figurando em 17o lugar dentre as unidades da federação com os maiores números de mortes.

Fonte: Folha da Cidade

Análise divulgada pelo Necat/UFSC mostra que houve aumento expressivo da doença na região nas duas primeiras semanas de outubro