Por: Coluna Pelo Estado

O governador Carlos Moisés (PSL) concedeu entrevista coletiva ao final da manhã desta quarta-feira, 30, logo após policiais federais cumprirem um mandado de busca e apreensão na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. Para Moisés, a operação policial foi “desnecessária e injustificada”, porque havia colocado seus equipamentos eletrônicos à disposição da Justiça há dois meses.

“É uma busca e apreensão desnecessária e injustificada porque tem cerca de dois meses que nós oferecemos inclusive como petição em juízo no STJ, no dia 1º de julho, muito mais que do que foi levado hoje aqui da casa. Foi levado um laptop e um celular de uso pessoal”, disse Moisés.

Dinheiro recuperado e investigação de contratos públicos

Ainda ao retomar o histórico sobre a investigação da compra de respiradores, Moisés disse que no dia 23 de abril, quando soube da situação, acionou a polícia para investigar os fatos e recuperou parte do dinheiro aplicado na compra – 14 milhões de reais – aos cofres públicos.

“Nós promovemos também a recuperação de quase 14 milhões de reais por conta de investigações que iniciamos aqui no poder executivo de Santa Catarina. Alinhados com a boa versação do dinheiro público que nós fazemos em nosso estado, como é o caso da revisão de contratos que estão sendo investigados. Nós sabemos que há no estado de Santa Catarina uma organização criminosa trabalhando em contratos públicos. O nosso governo tem na verdade trabalhado contra muitos interesses de criminosos, desfazendo esses contratos. Então nós acreditamos na Justiça, que ações de governo para transparência vão contribuir para o esclarecimento desses fatos”, afirmou o governador. 

Impeachment

Moisés disse também que a operação ocorreu de forma tranquila e faz parte da investigação sobre um processo de compra que está em andamento, e que esse fato não tem ligação com o atual processo de impeachment.

Servidores envolvidos

Sobre a investigação da compra de respiradores fantasmas, o governador afirmou ainda que não teve participação e que não teve contato com nenhum dos investigados. E que em depoimento no inquérito que investiga o caso, os servidores envolvidos disseram que não conhecem e nunca estiveram com o governador.

“Se houve uma alegação de que houve autorização antecipada, de que o governador participou de compras, eles buscam provas. Não há essas provas, não encontrarão obviamente porque não há participação nossa. Então eu acredito na Justiça e o que pedimos ao MPF que esteve hoje aqui é que não fosse utilizado isso a não ser para esclarecimentos dos fatos e que desse celeridade à isso porque nós, os catarinenses, precisam saber os reais responsáveis por esse erro, pela compra; e quem abordou o estado que não podia cumprir com as suas promessas”.

 

Patricia Krieger/Pelo Estado