Por: Andréa Leonora

Cada vez mais recorrentes, as tragédias nas escolas brasileiras têm dado maior visibilidade ao buylling, um assunto que merece atenção especial. Diante disso, desde 2013, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania instituiu o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Buylling. A data é a mesma do conhecido massacre de Realengo (RJ), quando Wellington Menezes de Oliveira matou 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em 2011.

 

Recentemente, em Suzano (SP), dois jovens entraram na Escola Estadual Raul Brasil e deixaram 10 alunos mortos e outros feridos. De acordo com a investigação, os jovens planejavam matar os desafetos na escola. Esses dois casos, além de outros como o ocorrido em um colégio de Goiânia (GO), em outubro de 2017, quando um estudante matou dois colegas e feriu outros quatro, evidenciam casos de buylling.

 

“Os pais, professores e a sociedade estão, na maioria das vezes, voltados para questões da vida cotidiana que não percebem as mudanças nos filhos e nos alunos. Acredite, o local de maior incidência de bullying é na escola. Quem o pratica demonstra o que sente, sofre ou sofreu, muitas vezes sem perceber”, explica a pedagoga do Colégio Energia Florianópolis, Rosemeri Linhares, especialista em educação infantil.

 

Segundo ela, é essencial repensar o mundo em que vivemos atualmente, onde quase tudo é permitido. Será a negligência dos pais ou o olhar mais atento das escolas que fazem com que o bullying seja praticado tão frequentemente? “É preciso estar atento e, ao perceber sinais de sofrimento em crianças e adolescentes, buscar ajuda e dialogar sobre o que eles estão sentindo”, finaliza Rosemeri.

(Da Assessoria de Imprensa)