Por: SC Portais | 23/06/2018
Mesmo declaradamente fora da disputa eleitoral para reassumir o Executivo estadual a partir de janeiro, o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) teve seu nome citado nas respostas espontâneas dos entrevistados, na pesquisa feita em parceria pelo Grupo RIC e a Associação de Diários do Interior (ADI-SC), realizada pela empresa Lupi&Associados e inscrita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) sob o número 05104/2018.
Nesta sexta-feira (22), em um evento da Casan no Sul catarinense, ele reforçou que precisa se dedicar exclusivamente ao governo, a fim de fazer com que o Estado seja o indutor da retomada do crescimento econômico, o que levará ao aumento da arrecadação e, por consequência, ao equilíbrio das contas. Ele reconheceu em entrevista coletiva que a região Sul catarinense precisará construir um novo nome para criar novas oportunidades nas próximas eleições.
“Isso vai exigir muito trabalho, dedicação, vocação, determinação. O que não vai acontecer tão cedo. Talvez, no futuro deem valor isso e criem um novo líder que possa ocupar espaço na política de Santa Catarina. Deve ser o objetivo regional.” Opção pelo Estado, união do partido e missão cumprida foram as justificativas de Moreira para retirar seu nome da disputa interna no MDB e declarar apoio integral a Mauro Mariani, deputado federal e presidente da sigla em Santa Catarina. “Mas vou continuar ajudando Santa Catarina”, afirmou, reconhecendo que não deverá mais concorrer e que, pela experiência acumulada, atingiu o status de conselheiro. (Foto: James Tavares/Secom)
Balança, mas não cai

A tentação foi grande, mas o peso da palavra dada foi ainda maior. Explico: na noite de quinta-feira (21), durante evento realizado pela passagem do ministro do Turismo,Vinicius Lummertz, em Blumenau, o vereador de Joinville Ninfo König (PSD) foi cortejado pelo pré-candidato ao governo pelo PSDB-SC, o senador Paulo Bauer. Por quase duas horas Bauer insistiu e insistiu para que o empresário abrisse mão do compromisso assumido com o também pré-candidato Gelson Merisio, do PSD. O senador tucano Dalirio Beber tentou ajudar no convencimento. O argumento foi fortalecer a candidatura nas duas regiões, Joinville e Blumenau. Ninfo chegou a balançar, mas encerrou a conversa com a resposta negativa e uma afirmação: “Tenho compromisso com o Merisio”. | Foto: Ricardo Weg

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“Ano de 2018 é de recuperação. As empresas não tem mais como postergar a decisão de investimento  em transformação digital. Quem não se planejar para isso está fora do mercado.”
Jorge Sakarie, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), durante evento realizado em Florianópolis
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Questionado sobre o estrago que o governo Michel Temer, do MDB e com baixíssima popularidade, pode trazer às candidaturas do partido em Santa Catarina, Eduardo Moreira elencou uma série de iniciativas que marcam as diferenças. E concluiu: “O MDB de Santa Catarina tem vida própria. E por isso nós temos experiências administrativas e políticas que contribuem para o desenvolvimento de Santa Catarina. É disso que vamos nos valer na campanha”.

Fidelidade pela vice Vale lembrar que o empresário e vereador Ninfo König, um dos mais entusiasmados no lançamento da pré-candidatura de Gelson Merisio, já colocou seu nome à disposição para assumir a posição de vice na chapa encabeçada pelo PSD.

Modelo ameaçado “Ou viabilizamos a oferta de milho para Santa Catarina ou o estado irá perder a competitividade.” A afirmação, pra lá de conhecida e repetida pelo setor produtivo de Santa Catarina, não saiu da boca de nenhum empresário catarinense, mas do diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA,) Ariel Mendes. Ele contou que para dar continuidade ao modelo do agronegócio catarinense, a ABPA criou um grupo técnico que estuda a questão do milho e da logística catarinense. “Aqui estão as melhores plantas, que exportam para os melhores mercados mundiais. Este é um patrimônio que temos que preservar”, justificou. A manifestação foi durante reunião na Federação das Indústrias (Fiesc).