Por: SC Portais

Ao final de um ano intenso no cenário político, com crescimento pífio da economia e desemprego nas alturas, a Coluna Pelo Estado ouviu os senadores catarinenses para que avaliassem o período. Eles apontaram os destaques de suas atuações no Senado Federal, projetando um pouco do que esperam de 2020. A série Retrospectiva 2019/Perspectiva 2020 publicada ao longo da primeira quinzena de janeiro encerra hoje com os senadores Esperidião Amin, Dário Berger e Jorginho Mello.

 

DÁRIO BERGER – MDB

“Acredito que o Senado foi o principal protagonista pelo encaminhamento e aprovação de projetos cobrados pela maioria da população. No entanto, é inegável que há uma polarização muito aguda da política nacional e que infelizmente não contribui em nada. Na parte legislativa, destaco, além das seis comissões temáticas que participo, o desafio de presidir a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, uma das mais importantes da Casa, que está construindo uma proposta que torne permanente o Fundeb, que perderá sua vigência no fim de 2020. O fundo financia 63% de toda a educação básica pública no Brasil. Será um marco para o sistema de educação nacional. Também tive a responsabilidade de presidir a Comissão da MP 881, conhecida como a MP da Liberdade Econômica, que reduziu a burocracia e o peso “nas costas” daqueles que desejam iniciar seu próprio negócio. Em relação a temas como a prisão em 2ª instância, pacote anticrime e aumento do fundo eleitoral, votei de acordo com os anseios da sociedade. Foi um bom ano, mas em 2020 ainda temos muito por fazer.”

 

ESPERIDIÃO AMIN – PP

O maior resultado positivo no Congresso em 2019 foi a aprovação da reforma da Previdência, fundamental e crucial para que o Brasil volte a crescer. De negativo foi a decisão pendular, ou seja, o vai e vem, a respeito da segunda instância pelo STF, que teve uma má repercussão perante a opinião pública. Para Santa Catarina, conseguimos recuperar os R$ 76 milhões que foram tomados para obras para rodovias e, conseguimos incluir no final de ano, R$ 20 milhões para duas obras muito importantes, as BR’s-470 e 282. Estamos colocando, excepcionalmente, ou seja, acima dos R$ 80 milhões previstos para 470, os R$ 80 milhões previstos para 280, colocando mais R$ 50 milhões para a 282, R$ 30 milhões para a 163, abandonada pelo Governo Federal e R$ 20 milhões para a 285. Passando para o âmbito nacional, a aprovação da atual lei complementar 169, que dispõe sobre a sociedade de garantia solidária, vem complementar um esforço histórico na minha vida em favor da pequena e microempresa. As expectativas para 2020 são muito boas. Eu prevejo que o Brasil vai crescer 2,5%, no mínimo.”