Por: SC Portais

Na terça-feira (25) é o Dia Nacional do Trânsito e fim da Semana Nacional do Trânsito. Nesse período o país coloca em pauta ainda mais firmemente um dos assuntos dramáticos da nossa realidade: o grande número de acidentes de trânsito, resultando em vítimas com sequelas graves e em óbitos. Em Santa Catarina a preocupação também é grande. Só de janeiro a agosto de 2018, deram entrada nos hospitais administrados diretamente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) 10.459 pessoas que se envolveram em acidentes de trânsito. A informação é da própria SES e considera apenas as 13 unidades hospitalares administradas pelo governo.
Ou seja, não entram aí os atendimentos a acidentados no trânsito feito pelas unidades municipais e filantrópicas, que chegam a responder por 80% dos atendimentos gerais do SUS. As emergências dos hospitais do Estado mostram que a situação está longe de melhorar. Um exemplo vem do Hospital Governador Celso Ramos, de Florianópolis, que recebe casos graves de ortopedia e traumatologia da região. Durante todo o ano de 2017, o hospital  recebeu 1.647 vítimas de acidentes com motocicleta. Em 2018, só de janeiro a julho, já foram 1.198 casos, elevando a média mensal de 137 para 171 entre um ano e outro. E olha que já oi pior. Em 2014, essa média chegou a 204! Cada acidentado que chega a um hospital precisa de atendimento, é claro, mas acaba tirando a vaga de alguém que já está lá esperando por uma cirurgia eletiva, por exemplo. Fora o custo.
Apenas um caso citado como exemplo pela Secretaria de Saúde mostra que não tem Matemática que faça a conta fechar. Uma vítima de acidente de moto ficou 10 dias na UTI e custou exatos R$ 24.719,34 para o Estado, em alimentação, medicamentos, exames e procedimentos. Entretanto, o reembolso que veio do SUS foi de somente R$ 580,96. Outro dado assustador é que a maior parte dos acidentes poderia ser evitada. Somente nas rodovias federais, em 2017, foram 18 mortos e 776 feridos em 864 acidentes que tiveram como causa a associação de direção com ingestão de álcool. Outras 32 pessoas morreram e 902 ficaram feridas em 831 acidentes resultantes da desobediência às normas de trânsito. Além disso, 235 acidentes por ultrapassagem indevida resultaram em 26 óbitos e em 263 feridos.
Agora, as autoridades estaduais do trânsito já estão se preparando para uma das fases mais críticas nas rodovias estaduais e federais de Santa Catarina: as festas de outubro. Mas as medidas não dependem apenas deles. Reduzir o número de acidentes de trânsito depende da consciência de cada um, seja pedestre, ciclista, motorista ou motociclista.
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ENTREVISTA Mauro Mariani – Candidato ao governo do Estado – MDB

Nos três primeiros dias de cada semana, a Coluna Pelo Estado publica breves entrevistas com os candidatos ao governo do Estado. Entre os temas apresentados, o candidato pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Mauro Mariani, escolheu falar sobre “Proteção à mulher e feminicídio”.[PeloEstado] – A atenção à mulher está entre as suas preocupações?
Mauro Mariani –
Está, sim. E motivos para isso, infelizmente, não faltam. A cada 10 minutos, uma mulher é vítima da violência em Santa Catarina. São dez novos casos de estupro em no estado a cada dia. Números que não podemos admitir. Tenho quatro filhas mulheres e não posso pensar que algo dessa natureza possa acontecer com elas nem com nenhuma irmã catarinense. Isso não pode acontecer em um estado de excelência como o nosso. Santa Catarina quer mais ações contra este tipo de brutalidade.

[PE] – O que prevê para coibir a violência contra mulheres e o feminicídio, caso eleito?
Mariani –
A violência contra a mulher é um problema grave, e precisamos criar ferramentas para que a denúncia aconteça e culpados sejam punidos como merecem. Essa será uma prioridade no meu governo. Vamos investir em ações de proteção, criar Centros de Apoio à Mulher, com todo suporte possível para as vítimas, que também poderão contar com a Rede Catarina, um WhatsApp com plantão para apurar denúncias, orientar e acolher as vítimas. O problema, porém, não é só físico ou emocional. Ele também é social.

[PE] – O que o senhor quer dizer com isso?
Mariani –
Em Santa Catarina, as mulheres recebem 20% a menos de salário que os homens, em média, segundo dados do Ministério do Trabalho. Um dos piores índices do Brasil. Vamos criar uma Secretaria para desenvolver políticas para as mulheres e coordenar ações de todo o governo para acabar com as desigualdades de gênero por aqui. Acredito que podemos fazer mais pelas mulheres catarinense nos próximos quatro anos. Não é promessa. É compromisso.