Por: SC Portais

“Ano decisivo”

Pres. da Federação das Indústrias (Fiesc),
Glauco José Côrte

O ano de 2017 encerrou com inflação sob controle, juros em queda e sinais claros de que a pior crise dos últimos 120 anos caminha para o fim. Em Santa Catarina, a maioria dos indicadores fechará acima da média nacional, com altas nas vendas, na produção, melhora da capacidade ocupada e, o mais importante, na geração de empregos, com destaque para a contribuição da indústria. O descolamento entre os insistentes abalos da política e a economia é uma das melhores surpresas do exercício que finda, mas, com a chegada do novo ano, o Brasil que sairá das urnas pode voltar a gerar preocupação. Ao olharmos para o retrovisor, precisamos reconhecer avanços relevantes ocorridos, dentre os quais destacamos a reforma trabalhista. Ela é uma oportunidade para a formalização e geração de novos postos de trabalho: um passo importante na agenda de modernização do ambiente institucional do País. Isso precisa prosseguir. O adiamento da reforma da Previdência não deve mudar nosso ímpeto na busca da correção do déficit, que é um dos principais responsáveis pelo estrangulamento da contas públicas, o qual, por sua vez, asfixia a capacidade de investimento do Estado brasileiro. Ao longo dos últimos meses, os brasileiros começaram a perceber que é necessário eliminar privilégios e garantir que o sistema tenha condições de honrar o pagamento dos benefícios aos que já se aposentaram e aos que deixarão o mercado de trabalho nas próximas décadas. O setor produtivo catarinense confia na participação positiva dos parlamentares catarinenses nesse processo, aprovando a proposta de reforma. Outra questão central para dar velocidade à retomada do crescimento é a volta dos investimentos. O setor privado está preparado para participar desse esforço, mas precisa de segurança jurídica. Por tudo isso, estamos entrando em um ano decisivo. As eleições de 2018 precisam marcar o início de uma nova política, conectada com a realidade do País. É hora de deixar o fisiologismo, os excessos ideológicos e a mera busca pelo poder de lado e avançar na modernização do Brasil. Este pode ser o ponto de partida para transformar o País.

Infraestrutura e reformas

Em 2017, a Fiesc intensificou as ações em defesa das reformas para a modernização do país e ampliou os esforços para garantir mais
infraestrutura de transportes para Santa Catarina. A instituição trabalhou pela aprovação da terceirização, da Reforma Trabalhista e da PEC do Teto de Gastos, além de defender a reforma da Previdência. A entidade estima que o estado demanda, por ano, até 2021, investimento de R$ 5,1 bilhões para manter e ampliar a infraestrutura de transporte nos modais rodoviário, ferroviário, aeroviário e aquaviário. E propõe a mobilização de todos os catarinenses para buscar os recursos necessários.

Saúde no centro da estratégia

Uma das entidades da Fiesc, o SESI-SC destacou a saúde do trabalhador como questão estratégica para as empresas. Por meio da Aliança Saúde Competitividade, que teve suas iniciativas apresentadas no exterior, foram realizados workshops que debateram o tema em todas as regiões do estado, além de pesquisa sobre hábitos de vida dentro das indústrias. A entidade também ampliou sua estrutura com novas
unidades em Pinhalzinho, Lages, Joaçaba e Xanxerê, e reforçou o atendimento em serviços nas áreas de saúde e segurança no trabalho, qualidade de vida e educação.

Educação para o século 21

A Fiesc conectou-se a uma educação cada vez mais voltada às exigências do século 21 e inovou na oferta de serviços que contribuem
para a formação do profissional do futuro. Uma nova metodologia para o ensino de adultos foi implantada pelo SESI para se aproximar do jovem trabalhador da indústria. O Senai adotou modelo de ensino médio que vem preparando os estudantes para a nova onda da revolução industrial. Espaços de Educação Maker, que rompem com os paradigmas tradicionais da educação, foram criados em Blumenau, Pinhalzinho, Joaçaba, Xanxerê, Joinville e São José do Cedro.

Estrutura para inovação

A Fiesc entregou, em 2017, estruturas novas ou ampliadas de apoio à inovação. Destacam-se o edifício-sede dos Institutos Senai de
Inovação em Tecnologia Laser e em Sistemas de Manufatura (Joinville), novos ambiente da Faculdade de Tecnologia em Jaraguá do Sul, Laboratórios Abertos em Tubarão, Florianópolis e Criciúma, e a Casa Sustentável, em Blumenau. O Instituto da Indústria, de Florianópolis, está sendo utilizado pelo Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados e pelo Centro de Inovação SESI em Tecnologias para Saúde.