Por: SC Portais | 17/01/2018

“Nosso futuro está no agro!” – Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-SC), José Zeferino Pedrozo

Sou otimista com o agronegócio nacional e com sua capacidade de gerar renda às famílias, divisas ao Brasil e produção para o mundo. Nesse aspecto, é crescente a importância do Brasil na produção e no abastecimento alimentar mundial. O Brasil é um dos poucos países com potencial elevado de crescimento da produção: combina vantagens comparativas como terra, clima e mão de obra, com diferenciais competitivos, como tecnologia, processo e inovação. Todas as previsões fundamentam nosso otimismo. O conceituado Rabobank divulgou estudo no qual prevê que o consumo de carnes no mundo deve crescer 45 milhões de toneladas nos próximos 10 anos. É evidente que o aumento da demanda global por proteínas sustenta a importância da oferta brasileira, que tem potencial de expandir. Temos condições de ampliar a produção – mediante ganhos de produtividade – sem precisar aumentar a área de lavouras ou pastagens. Santa Catarina tem muito a ganhar com o mercado mundial de carnes, pois ostenta avançadas cadeias produtivas de aves e suínos, as quais sustentam um poderoso esforço exportacionista. A cadeia produtiva da carne de frango é uma das mais avançadas do mundo e se destaca pelo alto nível de coordenação. Em 2016, o Brasil produziu 13,1 milhões de toneladas de carne de frango, tendo Santa Catarina como segundo produtor nacional. Até 2026, a produção brasileira de carne frango crescerá para 16,4 milhões de toneladas, com incrível incremento de 20% ao ano. A exportação passará de 4,3 milhões para 5,9 milhões de toneladas, com média 3,2% de crescimento ao ano. O país, portanto, manterá a condição de maior exportador mundial. A carne suína, por outro lado, é a mais consumida no mundo. Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial. A produção nacional foi de 3,7 milhões de toneladas e a exportação de 720 mil toneladas. O estado barriga-verde é o maior produtor brasileiro. Até 2021, a produção subirá para 4,15 milhões de toneladas e a exportação chegará perto de 900 mil toneladas/ano. Além de preço, volume de produção e qualidade, Santa Catarina tem um diferencial único: seu status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação e, também, livre de epizootias que afetam países produtores concorrentes do Brasil. Não há dúvidas, o nosso futuro está no agro!

Assistência

Junto com o Senar-SC, a Faesc intensificou, em 2017, as ações do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). O programa começou em 2016 e atua em oito cadeias produtivas: bovinocultura de leite e corte, ovinocultura de corte, piscicultura, olericultura, apicultura, maricultura e fruticultura. Mais de 1.500 produtores rurais recebem assistência técnica e gerencial de maneira totalmente gratuita.

Santa Catarina na CNA

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, assumiu em dezembro a vice-presidência de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Pedrozo está vinculado ao associativismo há mais de 40 anos e leva o Estado de Santa Catarina a ocupar uma cadeira de destaque na maior entidade representativa do setor no país.
A CNA atua na defesa técnica e política da agricultura brasileira.

Mercado de Grãos

A Faesc, em parceria com a CNA e o Senar-SC, promoveu no ano passado, no município de Chapecó, o 5º Dia de Mercado de Grãos do Projeto Campo Futuro, desenvolvido em todo o país nas mais diferentes cadeias produtivas. O evento reuniu lideranças, pesquisadores e produtores rurais para debater o cenário e as perspectivas para a produção de grãos no Brasil, mais especialmente em Santa Catarina. A intenção foi fortalecer o agronegócio e difundir conhecimentos para o desenvolvimento do setor.

Cancro europeu

Com o objetivo de erradicar o cancro europeu dos pomares de maçã de Santa Catarina, a Faesc uniu forças com entidades representativas do setor em uma força-tarefa. O estado é o maior produtor nacional da fruta. Em território catarinense, mais de 3 mil produtores dedicam-se ao cultivo da maçã. Isso representa 41% da produção da fruticultura barriga-verde e 51% do valor bruto de produção (VBP) estadual do setor frutícola. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidesc), o índice de plantas com a doença é de 10% nos pomares do estado. Mesmo sendo um índice baixo, é necessária a adoção de normas para a erradicação da doença.