Por: SC Portais | 06/01/2018

 “Trabalhismo e Educação”

Líder da Bancada do PDT, dep. Rodrigo Minotto

 O PDT buscou, em 2017, uma aproximação maior com os catarinenses. Como líder e único deputado do partido na Assembleia Legislativa, percorri mais de 150 municípios ao longo do ano, cumprindo um mandato participativo, ouvindo as demandas e buscando soluções. Na Assembleia, mantive a defesa intransigente dos direitos e das garantias dos trabalhadores, como tenho feito desde que assumi o mandato. O trabalhismo é uma bandeira histórica do PDT, e, ao lado da Educação, pode mudar o futuro do nosso estado. Por isso, visitei as escolas estaduais para ouvir professoras e professores, recolhendo informação diretamente na fonte e sendo o interlocutor junto ao governo do Estado. O “Vamos pra Escola”, iniciativa que lancei no Dia do Professor, vai continuar em 2018. Percorreremos toda Santa Catarina para conhecer a realidade da comunidade escolar. Queremos sugestões. Queremos ouvir quem quase nunca é ouvido. Para fortalecer cada vez mais nossas bandeiras, esperamos aumentar a bancada na eleição de 2018. Com bons quadros espalhados pelo estado, o PDT tem capacidade de eleger três deputados estaduais e um federal.

Fim das ADRs Minotto voltou a defender, em 2017, a extinção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs). Segundo ele, somente em 2016 foram gastos R$ 623 milhões com as 35 unidades regionais, R$ 40 milhões a mais do que com a antiga nomenclatura, SDRs. “Os números são do Tribunal de Contas. No momento em que o Brasil e Santa Catarina, em particular, passam por uma crise financeira, esse dinheiro que sustenta essas superestruturas não poderia ser usado de uma forma mais útil? De um modo que verdadeiramente beneficiasse as pessoas?”, questiona. Ele conta que tem percorrido o estado e percebido a angústia das pessoas com essas estruturas, que perderam o foco do seu conceito original, quando foram criadas, em 2003. “Hoje elas não têm mais autonomia. É hora de acabar com o desperdício e com o cabide de emprego. Santa Catarina exige um novo tipo de pensar na política, onde o que realmente importa é o bem-estar das pessoas.”

 “Eletrificação rural”

Líder da Bancada do PODEMOS, dep. Natalino Lázare

O Plenarinho da Assembleia Legislativa ficou pequeno para receber todos os participantes do Seminário Eletrificação Rural, Desafios Urgentes, realizado por iniciativa nossa no final do mês de junho. Dezenas de lideranças políticas, empresariais e institucionais, de todas as regiões do estado. O seminário foi proposto e coordenado por mim, não só como deputado, mas como presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia. Era preciso apresentar o retrato dramático dos moradores do campo quando o assunto é energia. Ali definimos a redação da Carta do Sul – Eletrificação Rural, Desafios Urgentes, elaborado em conjunto pelas Comissões de Agricultura das Assembleias Legislativas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, e encaminhado para assinatura eletronicamente às autoridades e representantes das entidades envolvidas com o agronegócio nos dois estados. Deixamos clara a nossa disposição de exigir à Aneel, ao Congresso Nacional e ao Ministério das Minas e Energia o começo do processo de modernização das redes, hoje monofásicas em terras catarinenses e gaúchas, para trifásicas.

Convidado a sair do PR logo no início do ano legislativo de 2017, Lázare só assinou ficha com novo partido, o PODEMOS, em novembro, durante ato que teve a presença do presidente nacional da sigla, senador Álvaro Dias. Mesmo com o imbróglio político-partidário, o parlamentar manteve o ritmo de trabalho, focando bastante na relação energia/agricultura. Em audiência na Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado (Fapesc), os técnicos da Secretaria da Agricultura e da Pesca deram sinal positivo para o projeto de lei de iniciativa de Lázare que institui a Política Estadual do Biogás em Santa Catarina. O documento reúne um conjunto de princípios que apontarão as diretrizes para a exploração, gerenciamento e comercialização de toda cadeia produtiva do biogás. O objetivo do deputado é a produção de energia alternativa, principalmente a partir de dejetos de suínos, de forma a retirar do meio ambiente a biomassa produzida pelo setor agropecuário.