Por: SC Portais

Vem eleição e vai eleição, mudam os executivos e os legislativos, mas nada muda em relação ao peso dos tributos no Brasil. Ou melhor, muda. Para pior. O Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo, apontava no início da tarde de ontem que os brasileiros já haviam pago quase R$ 245 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. Para dimensionar a grandeza da cifra, o próprio Impostômetro faz uma série de comparações. Por exemplo, esse dinheiro renderia quase R$ 33 mil por minuto se aplicado na poupança. Você entendeu certo: é minuto mesmo! Seria possível adquirir 563 milhões de cestas básicas, número gigantesco, ainda mais se considerarmos que, segundo o IBGE, a população brasileira na linha da pobreza é de 50 milhões de pessoas. Uma simples conta de dividir mostra que seria possível entregar uma cesta básica para cada uma dessas pessoas em cada mês do ano. Mais uma comparação. Considerando a média de 79 anos de expectativa de vida dos catarinenses, a mais alta do país, esse valor garantiria a você 50 salários mínimos mensais por mais de cinco vidas! Vale destacar que estamos apenas em fevereiro e que, portanto, as comparações serão muito mais impactantes em dezembro. A “impostite” é uma doença crônica no Brasil, com sequelas mais graves a cada ano. Em 2010, os brasileiros tinham que trabalhar 148 dias para dar conta da carga tributária. Em 2017 passaram a ser necessários 153 dias. Mais 29 dias nessa evolução e a metade do ano será dedicada somente ao pagamento de tributos. Não se questiona a importância dos impostos. Sabe-se que é deles que vêm os recursos para Educação, Saúde, Segurança Pública, investimentos públicos de uma maneira geral. O que tanto os cidadãos quanto o setor produtivo querem é a eficiência na aplicação da riqueza produzida pelo conjunto da sociedade. De acordo com o Índice de Retorno e Bem Estar Social (Irbes), entre os 30 países com a maior carga tributária do mundo o Brasil se mantém firme na última posição, sendo o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol do bem estar de seus cidadãos. E lá vem eleição…

Ninguém quer ir pra casa

Com a saída já anunciada do governador Raimundo Colombo (PSD) e a entrada do vice Eduardo Moreira (MDB), o Partido Progressista (PP), que entrou no governo a convite do PSD, tem recebido constantes “lembretes” para deixar livre a Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), comandada hoje pelo deputado estadual licenciado Valmir Comin. Moreira quer que todos os comissionados coloquem os cargos à disposição em 16 de fevereiro, quando assume o governo. Mas pesa aí também a nada amigável relação entre o MDB e o PP, especialmente no Sul catarinense, base eleitoral de Moreira, Comin e muitos outros nomes fortes que disputam espaço por ali. Ocorre que a fase final de mandato traz a safra de inaugurações. E os deputados-secretários querem colher os frutos, inclusive eleitorais, do trabalho que realizaram. Comin, por exemplo, conseguiu encaminhar a solução para regularização fundiária de 330 mil propriedades no estado e, ontem, resolveu outro imbróglio que se arrastava há anos com a abertura do Centro de Referência de Atendimento ao Imigrante (CRAI-SC), em Florianópolis (foto). Sob o comando do pepista, a SST já começou a construção do primeiro Centro Dia do Idoso (CDI) de Santa Catarina, em Cocal do Sul. Na próxima semana começa mais uma obra de CDI, desta vez em Lages. Somam-se a estes dois exemplos obras de CRAS e CREAS sendo executadas em 90 municípios, além da previsão de entrega de 160 veículos para atendimento de assistência social em várias cidades catarinenses. Deixar um sucessor indicado pelo MDB fazer essa colheita já a partir da próxima semana não está nos planos de Comin.

Ainda os tributos

De 1º de janeiro até ontem, os catarinenses já tinham desembolsado R$ 9,5 bilhões em tributos. Nos vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul, este valor já chegava à casa dos R$ 14 bilhões. E em São Paulo, o maior estado do país em movimentação econômica e população, a cifra era superior aos R$ 90 bilhões.

Rizicultura

A situação preocupante da produção de arroz  tem pautado deputados estaduais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Entre eles o deputado José Milton Scheffer  (PP), presidente da Câmara Setorial do Arroz, que tem buscado uma solução para a baixa da cotação muitas vezes abaixo do preço mínimo. Para tratar do assunto a Câmara do Arroz vai realizar reunião na terça-feira (6), em Turvo,  com rizicultores dos dois estados. A intenção é  encaminhar uma pauta de ações aos governos estadual e federal. “É preciso utilizar os mecanismos de política agrícola para proteger principalmente o pequeno produtor e evitar futuras crises na rizicultura”, defende o deputado.