Por: SC Portais

O próximo sábado (21) será marcado por onze convenções praticamente simultâneas – são eles PSB, PDT, PSC, PRB, PROS, Solidariedade, Podemos, PRP, PHS e PCdoB. A 11ª, do PSD catarinense, é a que deve reunir o maior número de correligionários. A promessa é de “um evento se precedentes”. Os delegados pessedistas vão confirmar a indicação do deputado Gelson Merisio a governador e também o nome de Raimundo Colombo para uma das vagas ao Senado.
A convenção do PSD está marcada para as 10 horas. Na proporção em que as convenções dos demais partidos da aliança forem concluídas, os apoiadores vão se juntando no plenário da Assembleia Legislativa, já tendo aprovadas as coligações para a disputa a governador e as chapas para as vagas de deputado federal e deputados estaduais. Apesar de ser um evento mais protocolar, para cumprir uma exigência da Lei Eleitoral, é esperada a movimentação de milhares de pessoas no entorno do Palácio Barriga Verde. Afinal, ocorrerão convenções no plenário, em todos auditórios da Casa, como o próprio Antonieta de Barros, além de algumas salas no Hotel Plaza, próximo ao Legislativo.
A expectativa é que Merisio terá o nome confirmado logo no segundo dia aberto para as convenções partidárias. E a esse movimento se seguirão as definições de PP, PSDB, DEM, além daquele que tem sido o principal rival dos pessedistas, o PMDB, após o rompimento da aliança que esteve no governo nos sete últimos anos. Não será a primeira vez que Merisio realiza um movimento inédito e embaralha as movimentações eleitorais. Em junho, o pessedista levou 12 mil pessoas a Chapecó para o lançamento da sua pré-candidatura.
Criminalidade em queda
Secretário de Estado de Segurança Pública, Alceu de Oliveira, o comandante-geral da Polícia Militar (PMSC), coronel Araújo Gomes, e o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizzoni, receberam ontem o governador Eduardo Pinho Moreira e a imprensa para apresentar os números da área durante o primeiro semestre. O destaque foi para a otimização de recursos, tecnológicos, humanos e de infraestrutura, que, com o uso intensivo dos setores de inteligência, resultaram na redução dos índices de criminalidade e violência. Na comparação entre o primeiro semestre deste ano com o do ano passado, a queda no número de vítimas de homicídios foi de quase 15%, sendo que, no estado, que tem 295 municípios, em 189 cidades ainda não houve sequer um registro de assassinato em 2018. O índice de roubos também caiu em quase 31%. Já os roubos e furtos a instituições financeiras teve queda de 55,4%. As operações resultaram em mais de 13 mil pessoas presas, quase 2 mil armas recolhidas, 20,5 mil quilos de drogas apreendidas. O governador comemorou os números e a eficiência do trabalho que vem sendo feito. Para o secretário, em grande parte os resultados se devem ao planejamento e à efetiva integração das polícias no combate ao crime, especialmente ao crime organizado. “Queremos tornar Santa Catarina desinteressante para os criminosos”, avisou.
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Falta agilidade O que está ficando menos ruim ainda pode – e deve – melhorar muito. Para manter os avanços da área de Segurança e melhorar ainda mais os índices, é preciso investir mais. Aí o governo do Estado depende de recursos federais que, de acordo com o governador Eduardo Moreira, não saem com a agilidade devida. “Tem muita burocracia, muito vai e volta de papel”, reclamou,

Moreira estará hoje em Brasília para uma conversa com diferentes ministros. Vai tratar de mais dinheiro para a Segurança, vai cobrar os tais R$ 20 milhões para a Saúde, garantidos pelo governo Temer, mas que nunca chegaram a Santa Catarina, e pedir auxílio para a recuperação da Serra do Rio do Rastro, entre outras questões. Questionado pela Coluna Pelo Estado se teria alguma conversa com o presidente Temer, respondeu que não tinha nada agendado: “Já falei várias vezes… não adianta…”, disse ao reclamar, mais uma vez, do tratamento dado pelo governo federal a Santa Catarina.

Por outro lado… Também ontem, o ministro de Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, comunicou oficialmente que o investimento na área da Assistência Social em 2018, orçado em R$ 2 milhões, será ampliado para R$ 129 milhões. Os recursos serão assegurados por meio de portaria, já publicada no diário oficial e que estabelece que metade do valor será investida na compra de veículos e microonibus para o trabalho dos municípios. “Um divisor de águas”, comemorou a secretária estadual da área, Romana Remor.