Por: SC Portais

O governador Eduardo Pinho Moreira promoveu, na tarde desta sexta-feira (1º) uma reunião ampliada com representantes dos setores produtivos de Santa Catarina. Além de uma avaliação dos estragos deixados pelos dez dias de greve dos caminhoneiros e da efetividade das ações tomadas pelas forças de segurança para a retomada da normalidade, o objetivo da reunião foi incentivar o consumo, especialmente de itens produzidos no estado.
Na sequência, outra reunião, desta vez com o colegiado. Ali também foi feito um balanço do período de paralisação, das ações do governo e das estratégias daqui para frente. A principal preocupação é quanto à perda de receita. Um terço de maio ficou perdido e justamente nos últimos dias do mês, fundamentais para ajustar as contas do governo.
Durante os encontros, que envolveram também dirigentes da imprensa catarinense, como o presidente da Associação de Diários do Interior (ADI-SC), Ámer Felix Ribeiro, o governador apresentou a campanha Compre de SC, que deve chegar aos veículos de comunicação em menos de uma semana. Duas situações ocorridas durante as reuniões comprovaram a força de Santa Catarina no cenário nacional. Ao receber a reclamação de representantes da agroindústria sobre o preço elevado do milho na Conab, o secretário da área, Airton Spies, pegou o telefone, ligou para o Ministério da Agricultura, explicou a situação e desligou anunciando que a redução do preço do milho estava garantida.
O outro foi a manifestação do procurador da República, Darlan Airton Dias, que afirmou que “o melhor trabalho de gestão de crise do Brasil foi sem dúvida o de Santa Catarina”. Ele disse que o reconhecimento também veio da procuradora geral, Raquel Dodge, em Brasília. Pode entrar aí um terceiro ponto: o pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobrás. No começo da semana, o governador chegou a manifestar, em coletiva, seu desagrado com a permanência de Parente no cargo em meio à crise. E afimou que não havia mais condições para sua permanência. Se influenciou ou não, poucos saberão. Mas o fato é que Parente caiu. (Foto: Jeferson Baldo/Secom)
Quando o ano vai começar? (ou Fake news é crime!)
Costumamos dizer que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Mas 2018 está sendo um pouco mais difícil de começar. Além do carnaval, teremos a Copa do Mundo de Futebol e também as eleições gerais, que tornam mais rarefeitas as presenças dos parlamentares nas sessões da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional, atrasando decisões importantes para o país. Como se isso não bastasse, o país parou também por conta da greve dos caminhoneiros e da ameaça da greve dos petroleiros. O entendimento entre categorias e governo parece ter se dado; o presidente da Petrobras, Pedro Parente, teve seu pedido de demissão aceito pelo presidente Michel Temer na manhã de sexta-feira (01). Agora vai!? Ao que parece, ainda não. Pessimismos à parte, a ação de gente inescrupulosa resulta em uma sucessão de informações que têm causado pânico na população. Mentiras, boatos, fake news, não importa o nome. O prejuízo causado pela propagação dessas notícias é incalculável, para a economia e para a sociedade, que vive sobressaltada. Na quinta-feira do feriado de Corpus Christi houve uma verdadeira enxurrada de fake news falando em nova greve dos caminhoneiros, agora mais acirrada. A Coluna Pelo Estado buscou informações junto à Polícia Militar, que mantém seu serviço de inteligência em plena atividade, e obteve como resposta que as mensagens transmitidas por whatsapp e outras redes sociais com esse teor não passam de terrorismo e de mentira. Não é necessário correr aos mercados para estocar alimentos, tampouco aos postos para encher o tanque do veículo. É preciso, sim, ter muito cuidado com a produção e a transmissão de informações sabidamente falsas ou não averiguadas junto a fontes seguras. Por quê? Porque não é brincadeira, mas crime. Mais especificamente crime contra a ordem pública e, portanto, sujeito a multa e/ou detenção. Certamente a diversão irresponsável não vale essa pena?