Por: SC Portais | 20/06/2018
Conforme noticiado na Coluna Pelo Estado, no ato de lançamento da candidatura do deputado Gelson Merisio (PSD) ao governo do Estado, no dia 9, em Chapecó, o nome da ex-deputada federal Angela Amin (PP) esteve presente em várias rodas de conversa, citada como potencial vice na chapa PSD/PP. Ela nega. Afirma que sua posição atual é única e exclusivamente de “apoiar o Esperidião para o governo do Estado”, disse, acrescentando que não participa das conversas sobre candidaturas ou alianças. “Esse trabalho não é individual, mas partidário. São conversas que não passam por mim. Sempre foi assim. O trabalho é feito de partido para partido e quem conduz esse processo é o presidente”, afirmou.
Já o deputado Silvio Dreveck, presidente do PP-SC, reafirmou as duas posições: Esperidião Amin é o nome do partido para concorrer ao governo estadual e a aliança preferencial é com o PSD de Merisio e de Raimundo Colombo. No tabuleiro da aliança, Merisio é mais candidato que nunca e Amin avança na pré-campanha ao governo. “A posição do Esperidião é legítima. O partido pediu, em 26 de fevereiro, que ele colocasse seu nome para a disputa. E ele atendeu! Mas isso não significa rompimento do nosso compromisso com o PSD, assumido já no ano passado”, explicou Dreveck. A definição virá na convenção que, diferentemente das eleições de 2010 e 2014, “não deve ficar para a última hora”.
A aliança com o PSD se mantém, mas, pelo menos para os pepistas, sem definição dos nomes para governo, vice e Senado. “Agora vai caber a cada partido fazer uma avaliação sobre a melhor composição para que tenhamos um projeto com maiores probabilidades de vencer. Vamos trabalhar pelo consenso.” Ao mesmo tempo em que enalteceu a força da militância do PP, Dreveck reconheceu que o partido teria dificuldades para enfrentar uma campanha majoritária. “Financeiramente falando, nós hoje estamos dependendo do fundo eleitoral.”
Udo se declara

Finalmente unidos e sem os obstáculos das dúvidas sobre candidaturas, o deputado federal Mauro Mariani, presidente do MDB-SC e pré-candidato ao governo pela sigla, e o prefeito de Joinville, Udo Döhler, participaram do lançamento do vereador Rodrigo Fachini como pré-candidato à Assembleia Legislativa. Fachini é uma das mais importantes apostas do MDB da região e o ato contou também com as presenças do ex-governador Paulo Afonso Vieira e do deputado estadual Carlos Chiodini, além de lideranças emedebistas de municípios do Norte e do Planalto Norte do estado. Döhler, que chegou a colocar seu nome para a disputa da candidatura ao Executivo estadual e, mesmo desistindo, não tinha se posicionado sobre alternativas, pela primeira vez defendeu abertamente o nome de Mariani. E garantiu: “Santa Catarina, a partir do ano que vem, será governada pelo MDB”. | Foto: Divulgação

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“Não é com práticas ultrapassadas que construiremos um projeto viável para a inserção dos jovens no mundo do trabalho. Ao lado de suas competências técnicas, os jovens precisarão ser capazes de, pelo menos, avaliar uma situação sob diferentes perspectivas, desenvolver alternativas criativas, relacionar-se, negociar, ter bom senso, tomar decisões e resolver problemas complexos.”
Presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte
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Diesel O senador Dário Berger (MDB-SC) foi eleito, por aclamação, o presidente da Comissão Mista que vai debater a Medida Provisória 838/2018, instalada nesta terça-feira (19) no Congresso Nacional. A matéria trata da concessão de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel e autoriza o governo a subsidiar parte dos custos dos produtores e importadores de óleo diesel. O principal objetivo é baratear o produto ao consumidor final.

Alerta Silvio Dreveck foi além na conversa com a Pelo Estado. Aproveitou para alertar que quem assumir o Executivo estadual, qualquer que seja o partido ou a aliança, deve estar preparado para enfrentar “desafios gravíssimos”. Para isso, considera essencial que a campanha não se restrinja ao governo, mas pense também em fazer a maioria na Assembleia. “Não dá para imaginar fazer um próximo governo sem aprofundar as reformas fiscal e previdenciária, e na redução da máquina pública.”

Aliás, Dreveck já tinha anunciado que disputaria uma vaga na Câmara Federal, mas, em função da presidência do partido e por estar comandando a maior parte das sessões na Assembleia, como vice-presidente, decidiu recuar. Disputará a reeleição ao Legislativo estadual. “Decisão tomada. Meu tempo seria muito limitado para percorrer o estado.”