Por: SC Portais

O Impostômetro, mantido pela Associação Comercial de São Paulo, indicava ontem que os brasileiros pagaram mais de R$ 2 trilhões em impostos desde o primeiro dia do ano. O bolo tributário é formado de cobranças feitas por municípios, estados e União. Santa Catarina, com quase R$ 80 bilhões de impostos arrecadados no mesmo período, representa perto dos 4% sobre o total arrecadado no país. A exposição de números tão grandiosos é para fins de comparação. O estado só precisa de R$ 5,1 bilhões de investimentos anuais, até 2021, para ter melhores condições nos diferentes modais de transporte. A Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense, lançada ontem pela Federação das Indústrias (Fiesc), traz esta constatação e mostra a urgência de várias obras, projetos e ações para que o crescimento econômico catarinense não pare no meio do caminho. Ao apresentar os números, o presidente da entidade, Glauco José Côrte, disse que, “por falta de recursos, há uma inibição grande da diversificação da nossa matriz de transporte”. Ele mostrou que 14% dos trechos rodoviários federais mais perigosos do país estão em Santa Catarina. Além de mortes e incapacitações, isso representa perda de competitividade, especialmente porque o modal rodoviário responde por 68,7% da matriz de transporte no estado. Os modais aquaviário, ferroviário, dutoviário e aeroviário vêm muito atrás, respectivamente com percentuais de 18,6%, 9,7%, 2,9% e 0,1%. Esses percentuais explicam em grande parte o fato de o custo logístico de Santa Catarina ser de 13% sobre o faturamento das empresas, enquanto a média nacional é mais baixa, ficando em 11,73%.
Últimos dias de trabalho na Assembleia Legislativa antes do recesso prometem ser intensos. Não só para aaprovação do Orçamento de 2018, mas também pela tramitação final de projetos que geram debates. Um deles, ainda em análise na Comissão de Combate às Drogas, é o que prevê a liberação da venda de bebidas alcoolicas
nos estádios de futebol. A divergência ficou clara em audiência pública. Ministério Público e órgãos de Segurança,
contrários. Associação de Clubes de Futebol Profissional (SC Clubes), Federação de Futebol (FCF) e a OAB-SC, favoráveis.
Fim do privilégio O projeto de lei que propõe o fim da aposentadoria para ex-governadores e pensão para as suas viúvas marcou o ano. E agora está pronto para ir à votação em Plenário. Entretanto, há dúvidas se no momento de ser votado os deputados estaduais garantirão quorum suficiente, ainda que praticamente todos declarem-se favoráveis ao fim do privilégio.
Casan Também pode ir à votação ainda em 2017 a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 2/17) que proíbe a privatização da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, a Casan. Pelo texto, fica impedida a venda superior a 49% das ações ordinárias da companhia, o que implicaria em troca de controle acionário, hoje nas mãos do governo estadual.
Para orientar entidades que representam os setores de engenharia e obras públicas, o Sindicato de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco-SC) promove amanhã, às 14 horas, um debate sobre a
nova lei trabalhista com participação de vários consultores jurídicos e sindicais, como o professor da Escola Paulista de Direito, Marco Antonio Oliva. O encontro acontece na sede da Associação Catarinense de Engenheiros (ACE).redacao@peloestado.com.br