Por: SC Portais

“Conquistas compensadoras”

Pres. da Fed. das Empresas de Transporte de Carga  (Fetrancesc), Ari Rabaiolli

É com muita satisfação e propriedade que eu afirmo: o ano de 2017 terminou bem. É inegável, no entanto, que foi composto por dias difíceis. Mas o que fez as perspectivas mudarem, desde o dia 1º de janeiro, é que os empresários do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) não se deixaram abater com as previsões. Juntos, fomos à luta, trabalhamos arduamente e conquistamos bons resultados, além de ótimas expectativas para 2018. Fechamos 2017 com um crescimento acima da expectativa sobre o mesmo período de 2016. É claro que o cenário político impactou no nosso mercado. Fomos, inclusive, um dos setores mais atingidos. Todavia, reitero: estamos em vias de dar a volta por cima. O aspecto que difere o Brasil dos demais países é o espírito empreendedor do empresário e de seus colaboradores, mesmo com as constantes crises. Seria impossível, ainda, fazer uma retrospectiva de 2017 sem apontar grandes conquistas para o nosso setor. Os trabalhos árduos renderam para o segmento resultados impagáveis e inenarráveis. Tivemos, por exemplo, a aprovação do Projeto de Lei 53.3/2017, que dispõe sobre a cassação da inscrição estadual de empresas receptadoras de carga roubada – talvez uma das mais marcantes. Também houve a confirmação da criação da Divisão Especializada em Investigar o Roubo de Cargas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, a aprovação do relatório do Marco Regulatório do TRC na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o Programa Catarinense de Parcelamento de Débitos Fiscais (PPDF), além da Reforma Trabalhista e outras ações nas quais a Fetrancesc teve forte atuação. Com base em todos estes resultados, para 2018 espero crescimento superior ao de 2017. No aspecto econômico, a expectativa é que tenhamos um positivo, ainda que pequeno, aumento do Produto Interno Bruto (PIB). O país não está preparado para crescer um percentual maior pela falta de infraestrutura de um modo geral. Já Santa Catarina, como nos anos anteriores, deverá crescer acima da média nacional. Já falando de conquistas, com tantas ações positivas resultantes da nossa atuação em prol de benefícios para o TRC como um todo, espero que colhamos bons frutos.

Roubo de cargas

Um aliado contra o roubo de cargas em Santa Catarina, o Projeto de Lei 53.3/2017, que dispõe sobre a cassação da inscrição estadual de empresas receptadoras de carga roubada, foi aprovado pela Assembleia Legislativa em outubro de 2017. A proposta do documento, que se tornou lei em dezembro, é de ser uma forma de repressão. “Afinal, se há o roubo de cargas é porque existe o receptador”, afirma o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli. Aliada à lei, outra medida que vai contribuir para a repressão desta prática criminosa é a criação da Divisão Especializada em Investigar o Roubo de Cargas, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, e que deverá iniciar as atividades nos próximos meses.

Nova legislação para o TRC

A Comissão Especial que analisou o Marco Regulatório (MR) do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) na Câmara dos Deputados aprovou o documento emitido pelo relator, deputado Nelson Marquezelli (PTB). A votação favorável ao relatório foi durante sessão no dia 19 de dezembro, após sucessivas discussões com empresários do segmento de todo o Brasil. A palavra-chave para definir a aprovação do relatório é articulação, segundo Rabaiolli. Isso porque, segundo o líder do TRC-SC, envolveu muitos interesses de vários segmentos, empresas (pequenas, médias e grandes), embarcadores, autônomos, seguradoras, gerenciadoras de risco e outros.

O Brasil precisa

Mais segurança jurídica na relação de trabalho. Este é o principal benefício que a Reforma Trabalhista trouxe para o brasileiro, tanto o empregador quanto o empregado. Mudança que contribui para o desenvolvimento das atividades econômicas. E que, para o presidente da Fetrancesc, é fundamental para o setor. “A Reforma Trabalhista veio para assegurar que ambas as partes sejam protegidas na relação de trabalho. É a adaptação da CLT aos tempos de hoje”, afirmou. “Estávamos totalmente desconexos com o cenário atual no que se trata da relação capital e trabalho. Com o tempo, todos perceberemos a importância desta mudança”, reforçou o vice-presidente da entidade, Dagnor Schneider.