Por: SC Portais

“O ano da retomada do crescimento”

Presidente da Federação das Associações Empresariais (Facisc), Jonny Zulauf

O ano de 2017 foi um ano de grandes desafios. Em todos os sentidos. No cenário político e na conjuntura econômica. Particularmente para mim também, ao assumir a presidência de uma das entidades mais representativas de Santa Catarina e do Brasil. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina, Facisc, representa cerca de 34 mil empresas através de suas 146 associações empresariais. Nossos afiliados estão presentes em cerca de 220 municípios catarinenses. É essa capilaridade e a doação de cada um dos diretores das associações e da Federação, com seu trabalho voluntário, que faz a nossa entidade tão forte. Os números confirmam a retomada do crescimento econômico já em 2017. Ainda que tímidos, índices como o de crescimento da indústria, de vendas no comércio varejista e mesmo os setores de serviços e turismo, demonstram que o ritmo mudou. A taxa de desemprego caiu. A volta do crescimento do Brasil deve ser confirmada com os números finais de 2017, afastando o país do eixo recessivo alcançado principalmente entre 2015 e 2016. Os dados demonstram o que o empresário vem sentindo na pele desde 2015. Com a economia em crise, os reflexos se deram em muitos setores, como demonstram as quedas sucessivas de produção, vendas e empregos, e, em paralelo, o agravamento da crise fiscal, ou seja, das finanças públicas. Apesar da retração econômica, os impactos mais severos da crise já passaram. Santa Catarina, com toda a sua pujança e capacidade produtiva, já se mostra como potencial propulsor a sair da crise em um processo mais breve. Os setores da indústria, comércio e turismo registraram crescimento superiores à média nacional. Santa Catarina é responsável por mais de 15 % dos empregos criados no país. Nosso estado foi o segundo que mais cresceu no Brasil. Para 2018, sabemos que os desafios continuam como em 2017, mas com perspectivas da continuidade do crescimento. Fatores como a queda dos juros e da inflação, e em menor grau do desemprego, somados à expansão da atividade econômica sinalizam um processo de recuperação da economia e um crescimento ainda maior para o ano de 2018.

Reforma trabalhista

A Federação atuou fortemente em defesa da reforma. Trouxe a Florianópolis o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para uma reunião com cerca de 100 líderes empresariais catarinenses a fim de discutir a importância do “negociado sobre o legislado”. Em seguida, a Facisc divulgou um manifesto apoiando a aprovação do projeto pelo Senado Federal. Também realizou palestras e reuniões com diversos líderes políticos para cobrar a continuidade do processo.

Al Invest

A Facisc foi uma das 26 iniciativas aprovadas na América Latina para desenvolver metodologias do Programa Al Invest e ajudar a reduzir a pobreza nos países latinos. No Brasil são apenas três entidades aprovadas pela União Europeia. O valor do edital que a Facisc foi contemplada foi de 600 mil euros. Este valor é aplicado em programas, capacitações e metodologias voltadas para associações empresariais e empresas ligadas ao Sistema. Cerca de 10 mil empresas catarinenses já participam de ações desenvolvidas por esta iniciativa.

Causas empresariais

A entidade atuou fortemente na luta pela redução da carga tributária e pela defesa do setor produtivo. Exemplo disso foram os mandados de segurança contra o aumento do combustível e contra a paralisação dos auditores fiscais, que atrasava os processos de importação e exportação de mercadorias nos portos e aeroportos do estado. No caso dos portos, a Federação conseguiu a garantia de despachos para as empresas do Sistema.

Nova sede

A Federação vai realizar em 2018 o sonho da sede própria. Em conjunto, a Facisc e a Associação Catarinense de Supermercadistas (Acats), construíram um prédio na parte continental de Florianópolis, com cerca de 8,1 mil metros quadrados e oito pavimentos. A nova sede será entregue no primeiro semestre de 2018.  O prédio é sustentável. Tem captação da água da chuva, utilização de muitos vidros para obter iluminação natural e energia fotovoltaica. O projeto contempla ainda três pavimentos de garagem. O objetivo da construção da sede é otimizar o atendimento às associações e aos empresários, economizar com locações para evento e reduzir custos a longo prazo.