Por: SC Portais

“Em nossas mãos”

Presidente da Fecomércio-SC,  Bruno Breithaupt

O ano de 2017 começou marcado por incertezas. O Brasil amargava dois anos seguidos de retração econômica e os indicadores de vendas, produção industrial, renda e emprego atingiam o piso histórico. O déficit fiscal insustentável prejudicava o consumo e os investimentos ao manter os juros elevados, além de inflação beirando os 6%, que corroía o poder de compra dos salários. Segundo pesquisa da Fecomércio-SC, 22% dos catarinenses estavam inseguros sobre a manutenção do emprego e 76% dos empresários do comércio não pretendiam investir. Para o setor produtivo, o diagnóstico era grave: vivíamos uma das crises mais graves da história, a corrupção e o endividamento sufocavam o Estado e o modelo de crescimento baseado em estímulos ao consumo estava esgotado. Era necessário apostar nos investimentos privados para reduzir o rombo fiscal e elevar a produtividade. Esta é a única maneira de gerar crescimento sustentado no longo prazo, sem depender das flutuações do mercado externo, com ganhos de emprego e renda à população. As reformas estruturantes, que poderiam aperfeiçoar o ambiente de negócio e tornar o Brasil apto a enfrentar a concorrência internacional, já não podiam ser adiadas. Desta forma, a aprovação da Terceirização e da Reforma Trabalhista foi bem recebida pelo setor, uma vez que as duas medidas são capazes de trazer de volta os investimentos. O cenário para 2018 não será menos desafiante. A aprovação da Reforma da Previdência é urgente para frear o crescimento descontrolado do endividamento público. Se a agenda das reformas for mantida e não ficar à mercê de interesses corporativos e eleitoreiros, a economia pode andar com passos mais firmes e dar continuidade aos avanços já conquistados em 2017. Agora, o principal foco de instabilidade são as eleições, visto que a troca da faixa presidencial pode trazer maior risco de volatilidade no mercado, inibir investimentos e congelar o PIB. O eleitor brasileiro, no entanto, parece estar cada vez mais consciente de seu papel decisivo na história. Seja qual for o candidato eleito, o plano de governo terá que ser realista e crível, com olhar voltado para a reestruturação produtiva e o equilíbrio fiscal. O futuro está em nossas mãos.

Senac Em 2017, o Senac-SC teve mais de 49 mil matrículas em todo o estado, inaugurou o 30º ponto de atendimento, em Araranguá, e ampliou a Faculdade Senac Tubarão. Além disso, o portfólio de cursos ganhou duas novidades: o Ensino Médio integrado ao Técnico, em parceria com o SESC, e o primeiro bacharelado da instituição no estado: o curso de Administração, ofertado pela Faculdade Senac Criciúma. Visando a modernização dos negócios locais, o Senac-SC levou empresários de todo o Brasil para as missões técnicas em Nova Iorque e Vale do Silício (EUA), e em São Paulo.

SESC Já o SESC-SC manteve o  foco na promoção da qualidade de vida dos catarinenses e ampliou o atendimento em seis cidades em 2017: São Miguel do Oeste, Curitibanos, São Joaquim, Biguaçu, Florianópolis (Jardim Atlântico) e Araranguá. Para 2018 há previsão de novos serviços em Florianópolis, Irani, Concórdia e São João Batista. A instituição fechou 2017 com 28 unidades, três meios de hospedagem, quatro quadras comunitárias, 21 Centros de Educação Infantil, 11 escolas, uma rede de teatros, restaurantes, bibliotecas, entre outros, onde realiza ações nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência. Está presente em 30 cidades de Santa Catarina, com 55 pontos fixos de atendimento e 17 unidades móveis.

Sete décadas A Fecomércio-SC completa 70 anos de representatividade em 2018, à frente de setores dos mais robustos da economia catarinense, englobando 71 sindicatos. O novo panorama sindical trazido pela Reforma Trabalhista, que consagra a prevalência do negociado sobre o legislado, traz aos sindicatos mais relevância e força nos acordos e convenções coletivas de trabalho. Em 2018, a Federação reforça o portfólio de produtos para garantir a sustentabilidade e o crescimento dos filiados, amplia  a atuação política e aposta na inteligência de mercado para balizar os empresários na tomada de decisão, com mais de 60 pesquisas sobre comportamento de consumo.

Balanço do ano legislativo Os projetos de lei que afetam Comércio, Serviços e Turismo tiveram acompanhamento da Fecomércio-SC para que a tramitação fosse alinhada com a agenda prioritária da entidade e dos sindicatos. Em 2017, a federação atuou em 112 projetos de lei, sendo 11 convergentes, 59 divergentes e 42 potencialmente impactantes. Destas propostas, 26 encerraram a tramitação de forma positiva e quatro, negativamente. Entre os convergentes está a proposta que regulamenta a responsabilidade territorial urbana, parcelamento do solo e regularização fundiária. A entidades também articulou a retirada da pauta prévia de votação 29 projetos sensíveis ao setor produtivo.