Por: SC Portais | 17/03/2018

Representantes do Consórcio Aliança, formado pela Celesc e a EDP Energias do Brasil, realizam encontros com prefeitos das 28 cidades catarinenses por onde passará o traçado de cinco novas Linhas de Transmissão e uma subestação a serem construídas em Santa Catarina. O empreendimento é referente à conquista pelo consórcio do Lote 21, terceiro maior do leilão 005/2016, realizado pela Agência Nacional de Energia Elé­trica (Aneel) em abril do ano passado, e representa um dos maiores investi­mentos na expansão do sistema elétrico catarinense. Na última semana, o diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da Celesc, Ênio Branco, esteve em Lages, Anita Garibaldi, Campos Novos, Capão Alto e Campo Belo do Sul, juntamente com diretores da EDP, para apresentar os detalhes do projeto, que está em fase de licenciamento ambiental. Nesta semana, as visi­tas seguiram por municípios do Planalto Serrano, Sul catarinense e Grande Florianópolis. Orçadas em R$ 1,265 bilhão, as obras devem começar em agosto, com finalização prevista para 2020. O pacote inclui a construção de cinco trechos de linhas de transmissão de energia com mais de 480 quilô­metros de extensão, além de uma subestação 525/230kV em Siderópolis. De acordo com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, o objetivo é melho­rar a confiabilidade da rede básica nas regiões Sul e Extremo Sul, criando uma nova conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN) e reduzindo, inclusive, a dependência do despacho térmico local para o fornecimento de energia. A participação da Celesc no leilão foi baseada nas diretrizes do Plano Diretor da companhia. Conforme explica Siewert, por meio de novos negócios, a Celesc pode criar alternativas de receita sem “de­pender apenas e tão somente da Distribuição, que hoje responde por 97% do seu faturamento”.

Peso político

Além dos temas em debate na Sabatina na Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc), promovida pelo mandato do deputado Gelson Merisio (PSD), o público teve presenças ilustres como do ex-governador e deputado federal Esperidião Amin (PP), o presidente do PP-SC, deputado Silvio Dreveck, e outros parlamentares do PSD. Na mesa de debate, participaram jornalistas, lideranças empresariais e sociais, e representantes dos comerciários, dos microempresários e da APAE. As discussões trataram de Saúde e Infraestrutura. Pelo menos na frente do público. Nos bastidores, certamente a pauta foi outra.

Celesc e EDP planejam executar três Li­nhas de Transmissão de energia em 525 mil Volts: Abdon Batista/Siderópolis 2, com 261 km; Biguaçu/Siderópolis 2, com 149 km; e Campos Novos/Abdon Batista, com 39 km. Estão previstas mais duas Li­nhas de Transmissão de energia em 230 mil Volts: Siderópolis 2/Forquilhinha, com 28 km, e Siderópolis 2/Siderópolis, com 7,5 km. O planejamento inclui ain­da a subestação de 525/230 mil Volts em Siderópolis 2.

A primeira viagem internacional de Edu­ardo Moreira depois de assumir o gover­no do Estado, prevista inicialmente para o final de março, deve ficar para maio. Ajuste de agenda para passar pela Coreia e pela China.

Turismo

No Seminário Turismo e Interna­cionalização do Brasil, realizado em São Paulo, o presidente da Embratur, o cata­rinense Vinicius Lummertz, optou pelo caminho político para argumentar em fa­vor de um novo momento para o setor no país: “Teremos eleições esse ano. Temos que lembrar aos candidatos que o Turis­mo deve fazer parte das plataformas de governo. É o Turismo que vai fazer girar nossa economia. O Brasil vem se isolando e desenvolver a atividade turística pode romper isso”. Para Lummertz, os candi­datos devem seguir pelo mesmo caminho em Santa Catarina.

Iluminação pública

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que é dos municípios a responsabilidade pela manutenção da iluminação pública. Para a AGU, a prestação do serviço sempre foi de responsabilidade dos governos locais e que as concessionárias o realizavam apenas de forma transitória. A decisão diz que cada localidade poderá escolher se a iluminação pública ficará sob sua responsabilidade direta ou sob o regime de concessão. Com base na Constituição Federal, a AGU reforçou que os municípios podem criar taxa de iluminação pública para custear o sistema.