Por: Coluna Pelo Estado

Reunião realizada na Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) com representantes de empresas do Planalto Norte, SCGÁS e o deputado Valdir Cobalchini  (MDB) discutiu a viabilização da implantação da rede isolada de gás natural na região. A rede irá atender, principalmente, indústrias do segmento de papel e celulose, um dos setores que mais cresce em Santa Catarina, com investimentos de cerca de R$ 12 milhões de 2021 até 2023. Devido à necessidade de adaptação da regulação existente, a SCGÁS solicitou à Aresc revisões em resoluções para viabilização do projeto, em especial pedindo desvinculação de prazo para que a rede isolada alcance a rede principal de distribuição. A rede isolada é um projeto inovador no Brasil e consiste em levar GNC (Gás Natural Comprimido) ou GNL (Gás Natural Liquefeito) por meio de caminhões para antecipar a oferta de gás natural ao mercado até a chegada da rede principal. A SCGÁS implantou o modelo no ano passado em Lages, onde a rede local está em fase de ampliação para atender quatro indústrias, postos de combustível e comércios da região.

A implantação da rede isolada poderá antecipar o atendimento às indústrias nas cidades de Três Barras, Canoinhas e Mafra, fomentando investimentos e a geração de emprego na região. A construção do Terminal de Gás Sul na Baía da Babitonga também ajudará na viabilização do insumo, por meio de um novo modal de fornecimento de combustível, que poderá alcançar novos mercados através do GNL.  “A implantação da rede será um marco de desenvolvimento para a região. Uma justiça que se faz para as empresas de Três Barras e Canoinhas que há anos reivindicam esse combustível. Atuo mais de dois anos nessa pauta e meu esforço será agora, levar essa infraestrutura para outras cidades. Certamente esse insumo trará mais competitividade à indústria catarinense”, disse Cobalchini.

 

Deputados não comentaram a denúncia no MPSC na sessão da Alesc | Foto Divulgação/Alesc

 

Respiradores

A denúncia apresentada pelo MPSC contra 14 pessoas, entre agentes políticos, servidores públicos e empresários, no caso da compra de 200 respiradores pagos a R$ 33 milhões (R$ 31,8 judicialmente recuperados) não mereceu comentários dos deputados estaduais na sessão desta quinta-feira, 26, na Alesc. Na Casa onde foi instaurada uma CPI, que levou ao processo de impeachment e quase abreviou a gestão Carlos Moisés (sem partido), passou em branco a conclusão da investigação. Agora, é esperar pelo posicionamento da Justiça.

 

BRDE e a Cooperja

O governador Carlos Moisés, acompanhado dos diretores do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Marcelo Haendchen Dutra e Vladimir Arthur Fey, anunciou nesta quinta-feira, 26, a autorização para contratação de operação de crédito no valor de R$ 8,9 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Cooperja – filial de Jacinto Machado. O recurso se junta a mais R$ 35 milhões e será destinado para obras civis, instalações e aquisição de equipamentos de armazenagem de sementes de arroz. Além disso, com o financiamento do BRDE, a Cooperja inaugura na próxima segunda-feira (30), o novo parque industrial, localizado no bairro Araçá, em Jacinto Machado.

 

SC mais renda

Salões de beleza e outros estabelecimentos de estética foram incluídos no SC Mais Renda Empresarial, programa que permite empréstimo a juros zero e com carência para o início do pagamento. A alteração foi feita pela Secretaria da Fazenda. A atividade, uma das mais prejudicadas pela pandemia, ficou de fora da lista inicial de acesso ao benefício. No entanto, o deputado estadual Milton Hobus (PSD) solicitou ao secretário da pasta, Paulo Eli, a inclusão do grupo, que foi atendida.

 

50 anos da Ocesc

O deputado Moacir Sopelsa (MDB), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) da Alesc, apresentou na sessão desta quinta-feira, 26, Moção para celebrar os 50 anos da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), entidade com 251 entidades filiadas, mais de três milhões associados e mais de 73 mil colaboradores. Em 2020, o sistema cooperativista alcançou uma receita bruta anual de R$ 49,8 bilhões que representa 70% do movimento econômico de todo o cooperativismo de SC.

 

Ewaldo Willerding