Por: Coluna Pelo Estado

O fato todos sabem e conhecem: o governador Carlos Moisés (PSL) precisa de 14 votos para escapar do impeachment armado na Alesc. O natural é imaginar que ele esteja costurando, na interna, possibilidades para garantir esses votos. E em até certo ponto está. Temos visto gestos a deputados, fotos, entregas de emendas e defesas públicas de parlamentares sobre o processo —o que até bem pouco tempo atrás não parecia possível.

No curso desse impeachment, deputados também estarão de olho nas eleições municipais e já se fala até em agilizar os trabalhos para poder entrar de cabeça na disputa deste ano. Os partidos ainda não fecharam questão sobre o processo contra o governador, e o MDB, que ensaiou uma unidade, só deve mostrar as cartas mesmo na última rodada.

Isso que tem outro pedido de impeachment, o da CPI dos Respiradores, que pode surgir como novo elemento, até porque não incluiria a vice num eventual afastamento.

No horizonte, estão as eleições de 2022 e a indefinição diante da punição máxima de Moisés: teríamos eleições diretas ou indiretas para novo governo? Há quem não queira pagar para ver. Mas também há os que falam em golpe com eleições indiretas pensando em revanchismo nas urnas. Mandato sem voto popular?, questionam. A disputa pelo poder tem dessas.

O impeachment em si, ainda não anima rodas de conversas, não mobiliza massas, e aos olhos do grande público parece correr na velocidade de um conta-gotas a espera da reação de um paciente terminal.

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Praia?

Qual destino de Santa Catarina o turista pretende visitar depois da pandemia causada pelo novo coronavírus? O que muda na lista de prioridades? Que aspectos serão mais relevantes para os viajantes que tenham planos de circular pelo estado? Essas e outras questões compõem a pesquisa que a Agência de Desenvolvimento do Turismo (Santur) lançou nesta segunda-feira, 24, para conhecer a intenção de viagens ao estado pós-pandemia.

Ambiental

Uma empresa, um biólogo e um técnico do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) foram condenados por crime ambiental pela extinção de 2,5 hectares de Mata Atlântica em Chapecó. O biólogo emitiu um laudo omitindo a presença de espécies nativas ameaçadas de extinção no local, como araucária e canela-preta. O servidor público fez “vista grossa” e a empresa “passou a boiada”. O Ministério Público considera a pena insuficiente e vai recorrer. A empresa terá que pagar 23 salários mínimos como multa. O biólogo quatro anos de reclusão mais um ano de detenção, em regime aberto. O servidor público quatro anos de reclusão, substituída por prestação de serviços comunitários e multa de um salário mínimo.

Aumento de energia

Deputados apelaram à Celesc para postergar aumento de mais de 8% na energia elétrica na sessão de terça-feira (25) da Assembleia Legislativa. O reajuste acima da inflação foi anunciado pela companhia no final da semana passada. A Celesc ainda apontou que o aumento previsto seria maior, em torno de 15%.

Badesc 45 anos

A Agência de Fomento de SC completa 45 anos no dia 26 de agosto e com grandes desafios. O Badesc, com programas que são exemplos nacionais, como o Microcrédito e o Badesc Cidades, disponibilizou R$ 87 milhões para atendimento às micro e pequenas empresas do Estado. A rede de financiamento esgotou nas primeiras semanas e o esforço para ampliação não para.

Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo

Conteúdo e redes sociais: Nícolas Horácio

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