Por: Coluna Pelo Estado

A definição dos membros que vão compor o Tribunal de Julgamento do impeachment contra o governador catarinense Carlos Moisés (PSL) e a vice, Daniela Reinehr (sem partido) terá uma grande tarefa: dissociar o julgamento político do julgamento técnico, aquele que de fato poderá apontar a existência de crime de responsabilidade na concessão de reajuste no salário dos procuradores do Estado.

Em sessões simultâneas, mas com formas diferentes de escolha, Alesc e Tribunal de Justiça definiram, na tarde de quinta-feira, 23, os cinco membros de cada poder que vão compor a comissão. Por parte do TJ, foram escolhidos na bolinha os desembargadores Cláudia Lambert de Faria, Rubens Schulz, Sérgio Antônio Rizelo, Carlos Alberto Civinski e Luiz Felipe Siegert Schuch. No TJ, apenas o desembargador Sidney Eloy Dalabrida se declarou impedido, por motivos pessoais, de compor a comissão, e foi substituído.

Na Alesc, em votação nominal, os eleitos foram Luiz Fernando Vampiro (MDB), Laércio Schuster (PSB), Kennedy Nunes (PSD), Maurício Eskudlark (PL) e Sargento Lima (PSL). A vice-governadora, mais uma vez, esteve no Palácio durante a votação.

Se tirarmos a amostra por parte da Alesc, que já fez o seu julgamento político, o impeachment passa e Moisés e Daniela estão cassados. Agora, é saber como que os desembargadores vão se comportar diante da questão que de fato é a equiparação dos vencimentos da carreira de procurador do Estado com os ministros do Supremo, algo que pode apesar de impopular é mais comum do que imaginamos. Isso sem contar que o caso dos procuradores nem sequer tem processo judicial instaurado, diferente do caso dos respiradores, que não é o caso desse julgamento.

.:Leia o PDF da Coluna Pelo Estado desta quinta-feira, 24 de setembro

Privilégio

Os jornalistas Karina Manarin e Moacir Pereira foram os únicos a acompanhar a sessão de votação da escolha dos membros que vão compor o Tribunal de Impeachment direto das dependências da Alesc. Diferentemente da sessão que votou a continuidade do processo, na semana passada, nesta quinta-feira a Assembleia não abriu credenciamento e não permitiu a circulação de profissionais no prédio. Salvo exceções.

Último tiro

Logo após a escolha dos nomes que vão compor o Tribunal Julgador do impeachment, o governador Carlos Moisés anunciou através de assessoria que vai realizar o pagamento da primeira parcela do 13º salário do funcionalismo público estadual no dia 16 de outubro. Praticamente sem adesão popular que lhe respalde para brigar contra a continuidade do processo de impeachment, nos últimos dias, o governo tem atacado questões que possam restabelecer alguma forma de comunicação com o público. Se no início da pandemia a possibilidade de atraso de salários era um medo, agora Moisés abre o cofre e tenta assim sensibilizar de alguma forma o funcionalismo estadual.

Fim do ódio

“É justo e necessário que façamos a partir deste protocolo um motivo para que tenhamos sempre viva a lembrança entre nós dos horrores do holocausto e de um regime desumano, legitimado, sobretudo, pelo discurso da dicotomia amigo e inimigo tão perigos e tão atual nos dias de hoje”, ressaltou o Chefe do MPSC, Fernando da Silva Comin, durante a parceria firmada, por videoconferência, com a Confederação Israelita do Brasil (CONIB) para a implementação de um programa de combate ao discurso de ódio, ao racismo e de qualquer outra forma de intolerância em Santa Catarina.

Whatsapp

O Whatsapp criou em janeiro deste ano cargo de diretor de políticas públicas para o Brasil com o intuito de acompanhar mais de perto a eleição deste ano. O aplicativo vai assinar uma parceria com o TSE para criar canais oficiais para informar os eleitores sobre denúncias de irregularidades nesta campanha. Também será lançado stickers, ou figurinhas, com informações eleitorais para estimular a participação e cobrar que toda informação seja checada antes de ser repassada.