Por: Coluna Pelo Estado

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parecia determinado a sacudir a política nacional esta semana. Primeiro foi a declaração em tom de comemoração com a suspensão dos testes da vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac em parceria com o Instituto Butantan,após a morte de um voluntário.  Na verdade o homem teria cometido suicídio. A um grupo de empresários, o chefe da nação disse que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”.

E talvez para não retroceder no próprio discurso, o presidente não parou por aí e decidiu apontar seu canhão para nada menos que a eleiçõe americana. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro disparou: “Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizer que se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que nós podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, né, Ernesto [Araújo, chanceler]. Porque quando acabar a saliva, tem que ter pólvora, se não, não funciona. Precisa nem usar a pólvora, mas precisa saber que tem”, disse o presidente.

A fala gerou repercussão imediata, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), deu um chacoalhão dizendo que “entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no País”. Horas depois da declaração do presidente, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, publicou no Twitter vídeo exaltando o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

O jornal Estadão comparou o tamanho o tamanho do pavio brasileiro com o dos americanos e mostrou a disparidade: Os EUA investem US$ 750 bilhões em Defesa. Já o Brasil tem US$ 27,8 bilhões em investimentos. Isso sem contar outros brinquedinhos, como o arsenal nuclear. Os americanos detêm cerca de 5.800 armas nucleares, o Brasil não tem nenhuma. São 715 caças de combate gringos contra 78 tupiniquins e mais de 5 mil helicópteros e 6 mil tanques lá na América do Norte.

Nós já temos nossa guerra e agora também sabemos qual é o tamanho do pavio. Se não acabarmos com as queimadas na Amazônia, nossa legião de soldados dificilmente morrerá no front que Bolsonaro não vai conseguir criar, mas pode ser condenada ao caminho da inanição.

 

Descartado

O desembargador Ricardo Roesler, presidente do Tribunal Especial de Julgamento do segundo impeachment, rejeitou pedido da defesa do governador afastado Carlos Moisés (PSL) para a inclusão, no processo do relatório da PF sobre a investigação da compra dos respiradores. O documento, segundo a defesa, apontaria “ausência de participação” do chefe do Executivo na compra junto à Veigamed.

 

Comida

Uma operação do Programa de Proteção Jurídico-Sanitária de Produtos de Origem Animal (POA), do MPSC, resultou na apreensão de 611,76 kg de alimentos impróprios para o consumo em restaurantes e mercados de Ascurra, Apiúna e Rodeio. De acordo com o Promotor Victor Abras Siqueira, foram apreendidas carnes bovina e suína, frango, peixes, embutidos, queijos, ovos, bebidas e outros produtos em menos quantidade. Os produtos apreendidos foram inutilizados.

 

Sem líder

A governadora Daniela Reinerh (sem partido) ainda não tem um líder do governo na Alesc. Interina desde 27 de outubro, a governadora tem enfrentado claras dificuldades para encontrar alguém no parlamento que coloque a mão no fogo por seu governo, que tem promessas de que pode ser mais curto do que se espera.

 

Mulher no topo

A jornalista Déborah Almada lidera chapa única à presidência da Associação Catarinense de Imprensa (ACI) – Casa do Jornalista. Primeira mulher a dirigir a entidade, ela deverá ser eleita no próximo dia 19 para suceder Ademir Arnon, tendo como candidatos a vice os jornalistas Marcos Bedin e Lucia Helena Vieira. Nascida em Porto Alegre, Déborah é formada pela Famecos (PUC/RS) e veio para Santa Catarina há 34 anos. É pós graduada em Marketing pelo Cesusc e em Gestão de Comunicação Corporativa pela FECAP. Participou do lançamento do jornal Diário Catarinense, em 1986. Atuou também na RBS TV, no Jornal O Estado, na Agência Estado e TV Cultura. Foi gerente de comunicação da Fenasoft. Há 18 anos é sócia de uma agência de comunicação corporativa com sede em Florianópolis.

 

Sem candidato

Daniela também tem evitado se posicionar na disputa pela prefeitura de Chapecó, que dividiu o PSL e as alas bolsonaristas na cidade. O candidato Leonardo Granzotto (Patriotas) apadrinhado da deputada Caroline De Toni teve que assistir Bolsonaro e Jorginho Mello (PL) colocarem o presidente na foto com João Rodrigues (PSD), o deputado líder nas pesquisas e cabo eleitoral fortíssimo para a disputa de 2022.

Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo

Conteúdo: Patricia Krieger

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