Por: Coluna Pelo Estado

A imprensa catarinense deu de ombros sobre o caso de a governadora Daniela Reinehr não ter se posicionado na sua primeira coletiva se é a favor ou não das teorias negacionistas de seu pai, um professor de história que acredita que o holocausto judeu não existiu.

Mas a rede é implacável. Nos Trends do google, que monitora os principais assuntos pesquisados na internet, o termo “Daniela Reinehr” está diretamente associado a “nazismo” e “pai de Daniela Reinehr”. Veja, Folha, Estadão, Deutsch Welle, Reinaldo Azevedo, além do próprio site The Intercept Brasil, que pediu que fosse feito o questionamento, levantaram o assunto. E o questionamento segue no ar, sem manifestação da governadora.

O governo de Daniela, que recém começou, pode encontrar uma pedra no caminho justamente num passado que acreditávamos estar superado. O holocausto judeu foi um dos piores crimes contra a humanidade. Mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus morreram.

Santa Catarina tem muitos desafios pela frente, é um estado que atravessa talvez a pior crise política já enfrentada nos últimos anos, sem contar uma imensa demanda que exige altivez de um chefe do Executivo.

Na próxima semana Bolsonaro estará em Santa Catarina e é possível que se encontre com a governadora interina. E sabemos muito bem como o presidente não muito bem afeito ao tratar de temas sensíveis da História.

Na foto, Daniela e o pai em encontro com o presidente Bolsonaro.

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Moisés 

O governador afastado Carlos Moisés (PSL) poderá ir ao julgamento do processo de impeachment com mais chances de retomar o poder com governabilidade do que saiu. Isso porque parece improvável que algum dos desembargadores que votaram favoráveis a absolvição de Moisés possa mudar de voto e nessa decisão são precisos 7 votos e não os 6 que decretaram seu afastamento.

 

Tribunal   

Além disso, a escolha dos nomes para o novo Tribunal Especial de Impeachment na Alesc, que vai julgar o caso dos respiradores, em tese, favorece uma votação mais branda para o governador afastado. Nos bastidores Moisés estaria trabalhando com o parlamento um retorno mais pacífico e amigável que primeiro ano e meio de gestão.

Risco 

A matriz de risco epidemiológico de Santa Catarina, divulgada esta semana, revela que oito regiões se encontram no nível Grave (laranja) de risco para a Covid-19, enquanto as outras oito em nível Alto (amarelo). Não há regiões em nível gravíssimo. Da última semana para esta tivemos quatro regiões que subiram o risco saindo de Alto para Grave, são elas: Foz do rio Itajaí, Alto Vale do Rio Itajaí, Serra Catarinense e Oeste Catarinense. Quatro se mantiveram no nível Alto, o Extremo-Oeste, a Grande Florianópolis, Laguna e o Extremo Sul e outras duas tiveram seu risco reduzido, o Alto Uruguai e o Planalto Norte.

 

Aumento de tarifa 

Os deputados derrubaram o veto total ao Projeto de Lei (PL) 163/2020, que proíbe o aumento de tarifas do serviço público durante períodos de estado de defesa ou calamidade. O objetivo do projeto, de autoria do deputado Milton Hobus (PSD), é restringir o reajuste de contas de luz, água, esgoto e gás em períodos em que sejam adotadas medidas de isolamento social.

 

Imbituba 

A prefeitura de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, publicou um novo decreto para proibir a permanência e a concentração de pessoas na faixa de areia de praias e entornos de rios e lagoas, desde a última segunda-feira (26). O aumento de casos de covid-19 em diversas regiões do estado tem preocupado as administrações com a proximidade de mais um feriado.