Por: Coluna Pelo Estado

Carlos Moisés (PSL) vai ter que explicar melhor qual foi o seu envolvimento no processo de compra dos 200 respiradores da empresa Veigamed —apontada como laranja— e sobre os R$ 33 milhões pagos antecipados em uma novo impeachment aberto contra ele na Alesc.

O novo pedido aponta crime de responsabilidade contra o governador e a vice, Daniela Reinehr, em pelo menos duas situações, na compra dos respiradores e no hospital de campanha que não chegou a ser construído em Itajaí.

Desde as primeiras denúncias sobre a compra fraudulenta revelada pelo site The Intercept Brasil, Moisés argumenta que não sabia da negociação e do pagamento antecipado. No entanto, a investigação do Ministério Público catarinense e, agora, o STJ, apontam que há sim indícios de que o governador teria conhecimento da negociata.

Agora, são dois processos de impeachment tramitando na Alesc. Mas o bombardeio não acaba por aí. Na próxima terça (8), será apresentado um novo pedido também relacionado aos respiradores, desta vez fruto do relatório final da CPI realizada na Casa legislativa.

O coronel do Bombeiro vai precisar mostrar que é capaz de apagar incêndio, se é que ainda há tempo de fazer alguma coisa. Há quem diga que os elementos que ligam Moisés ao caso poderiam justificar um pedido de afastamento do cargo, antes mesmo da conclusão dos processos que tramitam na Alesc. Neste caso, a decisão caberia ao ministro Benedito Gonçalves, do STJ, o mesmo que recentemente determinou afastamento do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro.

 

Socorro

A vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) tem se aproximado cada vez mais da família Bolsonaro. Após receber aval da família para contratar a advogada Karina Kufa para integrar sua defesa no processo de impeachment, a vice retornou a Brasília esta semana. É  a segunda visita em menos de um mês, onde voltou a se reunir com membros do núcleo duro do Bolsonarismo, como o 03, deputado Eduardo Bolsonaro, e a ministra Damares.

 

Defesas na Alesc

Após reuniões entre o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, e representantes dos campos de futebol society, um novo protocolo sanitário foi criado para possibilitar a volta do futebol recreativo – desde que obedecendo a certos regramentos. O documento impõe regras sanitárias e define critérios para a retomada segura. As regiões em estado gravíssimo não estão autorizadas a retornar às atividades.

 

Repúdio 

O movimento MP Mulheres SC, composto por mais de 80 promotoras e procuradoras do Ministério Público, lamenta “a prática de fazer graça com a violência doméstica em opiniões veiculadas em ambiente virtual”.
Na nota Violência Não Tem Graça, as promotoras e procuradoras do MPF, do MP/SC, do MP de Contas (MPC) e do MPT de todo o estado, repudiam as declarações de um promotor catarinense.

 

Memória 

Este é Paulo Stuart Wright. Natural de Joaçaba, deputado estadual em Santa Catarina cassado em 1964 e preso pela ditadura militar nos primeiros dias de setembro de 1973. Segundo a professora e historiadora, Derlei Catarina de Luca, o agente Walter Lang, o Alemão, estava na equipe que sequestrou Stuart Wright e deu sumiço no corpo. A suspeita é de que Wright foi decapitado e seu corpo jogado em um rio próximo à antiga Boate Querosene, em Itapevi, São Paulo.