Por: Coluna Pelo Estado

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) tem a agenda reservada na tarde desta terça-feira, 11, para a Assembleia Legislativa. Ele irá ao Palácio Barriga Verde, acompanhado do chefe da Casa Civil, Eron Giordani. Na pauta, a derrubada dos vetos da agora vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) aos projetos que previam injeção de recursos do estado em obras federais.  Às 14h30, a primeira reunião será com o presidente da Casa, deputado Mauro de Nadal (MDB); às 15h, o encontro será com líderes partidários. A missão é inusitada. Moisés terá que pedir a derrubada dos vetos aos projetos enviados por ele mesmo ao Legislativo, que previam o aporte de R$ 200 milhões em dois trechos da obra de duplicação BR-470, na região de Blumenau. Os projetos de lei 64/2021 e 65/2021 ganharam corpo dentro da Alesc e receberam mais R$ 100 milhões para a BR-163, no Oeste; e mais R$ 50 milhões para a duplicação da BR-280, entre Joinville e São Francisco do Sul.

Quando tudo parecia encaminhado, veio o veto inesperado de Daniela, aos 50 minutos do segundo tempo. Com o amparo do parecer da PGE, assinado pelo procurador Luiz Dagoberto Brião – nomeado por ela e já exonerado – a decisão foi tomada na quinta-feira, 6, véspera da sessão do impeachment. A medida caiu como uma bomba dentro do Parlamento. “Vamos colocar na conta da sua caneta as mais de 100 mortes por ano só na 470”, criticou o deputado Ricardo Alba (PSL). Outros deputados também usaram a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar o veto.

Na sexta-feira, horas depois do seu retorno ao comando do governo de SC, Moisés anunciou o caminho de volta. “Essas obras são muito importantes para os catarinenses, elas afetam a vida das pessoas destas regiões. O cidadão não quer saber quem fez a obra, ele quer a obra pronta”, disse ele durante a entrevista coletiva, já no seu novo tom de fala, bem mais assertivo e objetivo.

Sinte quer vacinação dos profissionais da educação para garantir volta às aulas segura | Foto Arquivo/Secom

Vacina para a Educação

 A prioridade para trabalhadores em educação na vacinação contra a Covid-19 será debatida em uma audiência pública da Alesc nesta quinta-feira, 13, a partir das 17h, de modo virtual. Solicitada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) à Comissão de Educação, a audiência vai tratar do PL 2/2021, que inclui a categoria como grupo prioritário para receber a vacina antes do início das aulas presenciais em todo o território catarinense. A meta da audiência é garantir o retorno seguro às escolas.

Novo recorde

Em abril, o Gás Natural registrou dois novos recordes históricos de consumo desde o início da operação da distribuição no Estado: a maior média diária de vendas, com 2.166.248 m³ e o pico de consumo em um único dia, com 2.362.018 de m³, registrado no dia 29. No mês passado, o consumo já havia registrado recordes, de volume mensal e diário, além de outro recorde em janeiro deste ano. O destaque vai para o segmento residencial, que ultrapassou o marco de 16 mil unidades residenciais abastecidas pelo insumo – crescimento de 11,08% quando comparado a março de 2021, 7,2% considerando o mesmo período em 2020 e 28,73% comparado a 2019.

Escola do Legislativo

A Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira abriu até a próxima sexta-feira, 14, inscrições em seis cursos na modalidade de ensino a distância (EaD). Os cursos, todos gratuitos, são: Políticas Públicas e Indicadores Sociais; Fundamentos da Gestão de Pessoas; Controles na Administração Pública; Orçamento e Planejamento Público; Gestão por Competências; e Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional.Inscrições pelo site http://ead.escola.alesc.sc.gov.br.

Gripe

Começa nesta terça-feira, 11, a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Gripe. Nesta fase, que vai até o dia 8 de junho, serão vacinados os idosos com 60 anos e mais e professores das escolas públicas e privadas. Uma população de 1.201.446 pessoas, sendo 1.094.620 idosos e 106.826 professores. A população da primeira fase (crianças de seis meses a menores de seis anos de idade; gestantes; puérperas; povos indígenas; e trabalhadores da saúde) ainda podem procurar uma unidade de saúde para a aplicação da dose.

Ewaldo Willerding