Por: Coluna Pelo Estado

A Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da na Assembleia Legislativa vai encaminhar um documento ao Fórum Parlamentar Catarinense, que reúne os 16 deputados federais e os três senadores, para atuarem junto ao presidente Jair Bolsonaro e seus ministros no sentido de que seja recuperado os R$ 136,5 milhões em obras de infraestrutura no estado. A decisão foi tomada após encontro virtual que reuniu, além dos parlamentares estaduais e federais, além do presidente da Federação das Indústrias Catarinenses (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar. Ao final do encontro, Ângela Amin (PP), coordenadora do Fórum, anunciou que vai solicitar audiência com o presidente e com os ministros da Fazenda e da Infraestrutura.

A reunião ocorreu após o anúncio de cortes no orçamento federal para obras de infraestrutura no estado, afetando a execução de obras nas BRs 470, 282, 280, 163 e 285. Os vetos vão afetar também os investimentos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), assistência social, aquisição de máquinas, pesquisa e inovação, educação profissional, recuperação ambiental e saúde. O presidente da Fiesc reforçou o que disse à coluna em entrevista exclusiva publicada esta semana. Mario Aguiar sugeriu que seja elaborado um banco de projetos que identifique oportunidades para investimentos públicos e privados.

O senador e presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, Dário Berger (MDB), afirmou que foi surpreendido. “É um fato lamentável”. O presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, Carlos Chiodini (MDB), revelou que conversou com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, que disse haver condições de recomposição do orçamento, por não ter sido aplicado até o mês de maio. Enfim, os cortes proporcionaram uma situação incomum: uniram adversários das urnas em torno de uma causa única. Ao menos isso.

 

 

Governo decretou luto oficial de três dias | Foto Divulgação

Luto oficial

A governadora Daniela Reinehr decretou luto oficial de três dias diante da tragédia ocorrida em Saudade. “Manifesto minha profunda tristeza e presto minha solidariedade a todos no município de Saudades. Nossas equipes de Segurança Pública estão na cidade atuando no atendimento à ocorrência e prestando todo o atendimento às vítimas e familiares”, afirmou Daniela Reinehr. A Assembleia Legislativa, em nome de seus 40 deputados, também se  solidarizou em nota. ”Diante da tragédia e do inconcebível, permanecemos confiantes na fé e na força da população”.

 

Impeachment

O deputado estadual Laércio Schuster (PSB) entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Reclamação contra o presidente do tribunal misto, desembargador Ricardo Roesler, com a alegação de que o rito do processo de impeachment do governador afastado Carlos Moisés não foi respeitado. Schuster chegou a entrar com pedido, no TJSC, para que novas provas fossem juntadas aos autos e que Moisés e as testemunhas arroladas pela acusação fossem ouvidas. Roesler alegou que o protocolo foi fora do prazo. O STF não se manifestou ainda e o julgamento definitivo está marcado para esta sexta-feira (7|), a partir das 9h, se não houver novidades de última hora.

 

Banco da Família

Maior instituição de microfinanças da Região Sul e uma das maiores do Brasil, o Banco da Família atingiu em abril um marco importante em duas décadas de atuação: R$ 1 bilhão de recursos emprestados em quase 400 mil operações de crédito, a maior parte para investimento em negócios de micro e pequeno porte. Presente em 164 municípios dos três estados do Sul, a organização, fundada em 1998, em Lages, concedeu empréstimos a mais de 1,3 milhão de pessoas.

 

Veto

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa rejeitou o veto do governo do estado ao projeto que proíbe a dispensa de servidores das áreas de segurança e saúde contratados em caráter temporário durante a pandemia. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 4, e a proposta vai à votação no Plenário. O relator do parecer, deputado Maurício Eskudlark (PL), destacou que o efeito social da matéria “é louvável”, pois evita que servidores percam o emprego durante a pandemia do novo coronavírus.

 

Ewaldo Willerding