Por: Coluna Pelo Estado

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a se envolver em polêmica com a imprensa, após dizer a um jornalista que tem “vontade de encher tua boca com uma porrada”. A resposta agressiva veio depois que o profissional perguntou dos depósitos feitos pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, na conta bancária da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O assunto ganhou repercussão e, mais uma vez, colocou a postura do presidente em xeque. Um dia após a declaração, Bolsonaro chamou jornalistas de ‘bundões’ e disse que estariam mais vulneráveis a morte em caso de infecção pelo novo coronavírus.

Bolsonaro tinha deixado de se envolver em polêmica nos últimos dias e até assumiu posicionamentos mais republicanos, como pede o cargo. Nesta nova investida contra a imprensa, o presidente escancara o seu temperamento, principalmente quando questionado sobre as polêmicas que cercam o caso da rachadinha e que envolve diretamente ex-assessores ligados a família Bolsonaro.

Agora, depois do circo, falta o presidente vir a público e responder “por que a sua esposa recebeu R$ 89 mil do Fabrício Queiroz?”.

 

Morte

Por outro lado, gerou polêmica os outdoors instalados pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe) em cidades do Oeste catarinense. O cartaz sugere que o presidente tem culpa pelas mortes causadas pela pandemia. O deputado Coronel Mocellin (PSL) lascou a lenha no sindicato e saiu em defesa do presidente. “Desde o início da pandemia tem se preocupado sim em preservar vidas e empregos no Brasil e em Santa Catarina”, declarou o deputado.

 

Na carne

E a boa notícia vem de Agrolândia, onde a Câmara de Vereadores aprovou redução dos próprios salários em 43,82%. A mudança representa uma economia de quase R$ 1 milhão no próximo mandato. A medida foi aprovada após pressão popular em um abaixo-assinado que teve quase duas mil assinaturas coletadas.

Trezentos

Em agosto, a SCGÁS ligou a 300ª indústria à sua rede de distribuição em de gás natural no estado de Santa Catarina. O marco foi concretizado com fornecimento para a Bovenau, indústria do segmento automotivo localizada em Laurentino, no Alto Vale do Itajaí. Nos últimos oito anos a Companhia ampliou o número de indústrias atendidas em 40%. Com a execução do seu maior pacote de obras, iniciado neste ano, até 2024 o segmento industrial deve ultrapassar 400 clientes.

 

Facisc

A eleição da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) ganhou contornos políticos após a chapa liderada pelo empresário Doreni Caramori, que já ocupou cargo na prefeitura de Florianópolis, ser barrada pela comissão eleitoral por não atender o estatuto. Inconformado, Caramori entrou com pedido de impugnação da chapa liderada pelo empresário joinvilense Sérgio Rodrigues Alves, alegando que três integrantes também são titulares de partidos políticos no estado.

 

Feminicídio

Em Joinville, o juiz Márcio Schiefler Fontes, reconheceu uma tentativa de feminicídio como acidente de trabalho. Com a decisão, o INSS vai pagar à vítima o benefício de auxílio-acidente. A vítima retornava da jornada de trabalho, quando seu ex-companheiro tentou matá-la. A mulher sobreviveu, mas ficou com sequelas neurológicas irreversíveis. Ela foi atingida por diversos tiros e o agressor cometeu suicídio em seguida.

 

Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo

Conteúdo e redes sociais: Nícolas Horácio

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