Por: Coluna Pelo Estado

A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está com o novo coronavírus deixou os catarinenses que tiveram contato com ele no sábado, 4, quando passou pelo estado, em alerta. O presidente veio a Santa Catarina para sobrevoar as áreas atingidas pelo ciclone em um super-puma da Força Aérea. A aeronave foi lotada de políticos da bancada catarinense, como o casal Amin, Jorginho Mello, além da vice-governadora Daniela Reinehr (PSL).

Os primeiros sintomas da doença em Bolsonaro surgiram no domingo. O presidente, que tem 65 anos e faz parte do grupo de risco da doença, disse estar se sentindo bem após apresentar febre de 38ºC. Desde o início da pandemia, mais de 1,6 milhão de brasileiros foram contaminados e mais de 65 mil morreram.

O senador Amin (PP), que apareceu em fotos apertando a mão do presidente, disse que vai seguir o protocolo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde. “Ou seja, só vai realizar teste rápido para a covid, 10 dias após o início dos sintomas do caso confirmado. O mesmo procedimento deverá ser adotado pelos demais políticos que tiveram contato com o presidente.

Bolsonaro, que no passado chamou a doença de “gripezinha” e disse ser resistente por ter “histórico de atleta”, realizou pelo menos três testes para a doença e, segundo divulgou, todos negativos.

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Reutilização 

O Conselho Estadual de Meio Ambiente autorizou o aproveitamento da madeira das árvores derrubadas ou danificadas pelo ciclone extratropical para que sejam  utilizadas em reparos e reconstruções de benfeitorias.

Foto: Julio Cavalheiro/Secom/PE

Tornozeleiras

Os dois advogados investigados na Operação Oxigênio, Douglas Borba e Leandro Adriano de Barros, que estavam em prisões preventivas, foram liberados da detenção e vão usar tornozeleiras. Eles são suspeitos de compor uma organização criminosa para a compra de 200 respiradores no valor de R$ 33 milhões para o combate à covid-19 com dispensa de licitação fora das hipóteses previstas.

O presente de Moisés 2

Referente a nota que tratou da doação de R$ 30 milhões da Alesc para o governo de SC na edição de terça, 7, a Assembleia informou que o dinheiro não será, simplesmente, depositado na conta do governo. Desta vez, os recursos serão liberados mediante apresentação de projetos pela Defesa Civil e a aprovação da Mesa Diretora. O dinheiro vai auxiliar famílias e reparação de danos. Os recursos estão, portanto, condicionados e sua aplicação será fiscalizada. E o presente não é para Moisés, mas para os catarinenses.

Prejuízo reduzido

Após o ciclone da semana passada, o prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Campos (PSB), chegou a afirmar que os prejuízos na cidade passavam de R$ 200 milhões. Ele cobrou repasses do governo do estado, mas foi instruído a cadastrar os prejuízos no sistema da Defesa Civil. Em apenas um dos itens, ele pedia 5 mil cestas básicas, para a cidade que tem 15 mil habitantes. Na terça, após cadastramento dos prejuízos, os itens reduziram drasticamente daqueles pedidos por Juliano.

Gás natural

SC atingiu em junho o marco de 15 mil unidades residenciais abastecidas com gás natural da SCGÁS. Atualmente nove cidades têm apartamentos com o gás. Criciúma é o maior mercado, onde quase 8 mil unidades são atendidas. Em seguida, Florianópolis e Tubarão, que somam quase 4 mil aptos. Até o final de 2020, com a execução das obras em andamento, estimativa é de que o número de apartamentos com gás natural chegue a 16.400.