Por: Coluna Pelo Estado

O presidente da CPI dos Respiradores, Sargento Lima (PSL), foi pessoalmente à Casa Civil buscar as respostas do governador Carlos Moisés (PSL) aos questionamentos da comissão. O governador negou ter autorizado pagamento antecipado na operação de R$ 33 milhões pelos 200 respiradores e disse que assim que tomou conhecimento do fato, de “indefinição da entrega”, segundo as respostas por escrito, disse: ”determinei ao chefe de gabinete que fossem noticiados os fatos à Polícia Civil do Estado”, respondeu Moisés.

O governador ainda afirma que nunca teve contato e desconhecia por completo as pessoas físicas e jurídicas mencionadas ao longo da investigação, à exceção dos ex-secretários, e é taxativo em duas oportunidades de que tomou conhecimento da compra somente no dia 22 de abril, às vésperas, praticamente uma semana antes da publicação da reportagem do Intercept e que trouxe o caso à tona.

Ele ainda diz que o assunto “pagamento antecipado estava sendo debatido pela Procuradoria-Geral do Estado e pela Secretaria de Estado da Administração”, e citou que uma proposta para regulamentar a modalidade chegou a ser enviado à Alesc. “ Sempre fora determinado cuidados nas contratações públicas realizadas no período de enfrentamento à covid-19”, afirmou o governador.

No dia 14 de abril, a coluna Pelo Estado chegou a perguntar, durante a live diária do governador, sobre o atraso dos 200 respiradores. Estavam presentes além de Moisés os ex-secretários Helton Zeferino (Saúde) e Luiz Felipe Ferreira. Lembramos que a entrega já estava em atraso e que a empresa tinha sido notificada no dia 8 daquele mês para se manifestar em cinco dias. Questionamos a previsão de chegada dos equipamentos, mas Elton disse que a empresa “estava no prazo legal para responder”. Na oportunidade se esquivou de dizer quando os respiradores de fato chegariam.

:. Veja PDF da coluna Pelo Estado deste fim de semana, 18 e 19 de julho.

Prefeitos na Alesc

Chefes do Executivo das principais cidades confirmaram participação na audiência que vai discutir planejamento do combate à covid nos municípios, promovida pela Alesc. A reunião remota será na segunda-feira, 20, com a participação dos secretários da Fazenda e Saúde. Confirmaram participação os prefeitos de Joinville, Udo Doehler (MDB), de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), de São José, Adeliana Dal Pont (PSD), de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), de Chapecó, Luciano Bulligon (PSL), de Tubarão, Joares Ponticelli (PP), de Caçador, Saulo Sperotto (PSDB), de Concórdia, Rogério Pacheco (PSDB), entre outros.

Fartura

Fotos: Eonir Malgaresi/ Epagri/PE

A safra artesanal da tainha deste ano será para sempre lembrada pelos pescadores catarinenses não só pela obrigação do uso de máscaras, mas, principalmente, pela volta dos grandes lances, inclusive no período noturno. Houve cercos de 20 mil e a até de 40 mil peixes, fartura que não se repetia há pelo menos quatro décadas. A temporada que encerra 30 de julho deve totalizar de 580 a 600 toneladas, de acordo com as estimativas da Federação dos Pescadores de Santa Catarina.

900% após ciclone bomba

A Unicred SC/PR registrou aumento de 900% no número de sinistros sobre seguros de imóveis após a passagem do ciclone bomba no final do mês de junho. Os segurados terão a cobertura dos prejuízos, que está incluída na apólice.

Vaquinha

Dois meses após a Justiça Eleitoral permitir as “vaquinhas” virtuais para as futuras campanhas, o candidato a vereador por Florianópolis, Leonel Camasão (PSOL), está em segundo no país em volume, com R$ 11,9 mil doados. Os dados são da plataforma Doação Legal. O primeiro é Roberto Motta que concorre a uma vaga a vereador no Rio de Janeiro pelo PSC, tem R$ 12 mil.