Por: Coluna Pelo Estado

A Operação Pleuman, que realizou buscas na residência oficial do governador Carlos Moisés (PSL) e outros dois investigados atendeu pedido da subprocuradora da República, Lindôra Araújo, que considerou a medida necessária para verificar se a ordem de pagamento antecipado dos 200 respiradores partiu de fato do governador. Para a Procuradoria, há elementos que demonstram a constituição de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público.

A operação em si não trouxe grandes novidades, com o diferencial que se confirmadas poderão acelerar oferecimento de denúncia contra Moisés. As buscas tiveram origem em uma gravação onde um dos investigados diz que “o governador já tinha liberado o processo de aquisição”.

No despacho que autorizou a operação, o ministro Benedito Gonçalves ainda apontou que o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, apontado como responsável por indicar o grupo empresário para o qual foi direcionada a compra dos respiradores, “sempre falava em nome do Governador”.

No campo político, a operação deixa mais frágil ainda o governo combalido de Carlos Moisés. Na Alesc, o afastamento do poder já é dado como inevitável. “Se não por pelo Tribunal de Julgmento será pelo STJ”, declarou o deputado Ivan Naatz (PL), relatos da CPI dos Respiradores. 

:. Leia Coluna Pelo Estado desta quinta-feira, 1º de outubro

“Injustificada”

O governador Carlos Moisés classificou a Operação da PF como “desnecessária e injustificada”. Segundo ele, os equipamentos apreendidos já tinham sido oferecidos à Justiça dois meses atrás, quando o STJ abriu inquérito no caso dos respiradores. No final da conversa com os jornalistas Moisés deixou no ar: “Vocês sabem o que está acontecendo aqui”. Defensores e apoiadores do governador falam em “golpe”, mas muito mais timidamente do que foi o movimento petista sobre o episódio envolvendo a ex-presidente Dilma.

Veja entrevista completa aqui.

 

Pé na bunda

O deputado Ivan Naatz (PL) se excedeu ao comentar a operação da Polícia Federal na sessão da Alesc. Ao citar que os apontamentos da subprocuradora já constavam no relatório da CPI, o deputado disse que “isso afasta qualquer alegação de golpe. Naatz encerrou a declaração dizendo: “a população quer meter um pé na bunda dessa gente (sic)”. Depois pediu para tirar a palavra de baixo calão da taquigrafia. 

 

Conspirações 

As teses para explicar o possível afastamento de Moisés são muitas. Tem a tese do golpe para que “as forças políticas de sempre retomem o poder”, nesse caso com a cassação do governador e vice. Tem a tese de que a subprocuradoria da República influenciada pelo governo federal estaria perseguindo os governadores ditos “traidores” de Bolsonaro. E também a de que o próprio PSL estaria negociando por debaixo dos panos uma retomada das rédeas no Executivo estadual. Por enquanto são só teses.

 

Manguezais 

O IMA-SC informou que as duas resoluções de proteção à áreas de mangue e restinga revogadas pelo Conama não interferem nos processos de licenciamento e fiscalização em Santa Catarina. Em nota, o Instituto afirma que no estado esses processos são regidos por resoluções do Consema, Código Florestal e Lei da Mata Atlântica, que determinam a proteção dessas áreas. A nota não especifica, no entanto, como ficam os casos em que as áreas de proteção são da União. Atualmente, o IMA não faz parte da composição do Conama.

 

Emprego 

A Indústria ainda é o carro-chefe da recuperação economica de SC. Dados do Ministério da Economia aponta que em agosto o estado  abriu 12,4 mil vagas. Entre os setores que se destacaram estão produtos têxteis, confecção de artigos do vestuário e acessórios, produtos de borracha e material plástico, produtos de metal, produtos alimentícios, máquinas e equipamentos, produtos minerais-não metálicos, além da construção civil. 

Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo 

Conteúdo: Patrícia Krieger

peloestado@gmail.com