Por: Coluna Pelo Estado

O retorno às aulas após período de suspensão causado pela pandemia significa muito mais do que apenas a retomada regular do ensino, gesto que é louvável e necessário aos milhares de alunos que estão desde março longe das salas de aula. No entanto, por trás do argumento técnico, da necessidade intelectual e até psicológica, o tema —como quase tudo nesse país— divide opiniões pelo viés político.

A volta às aulas presenciais nas escolas particulares autorizado pela governadora interina Daniela Rainehr (sem partido) na sexta-feira passada, 6, foi comemorado por uma ala política, pelos grupos que acreditam que está na hora de “passar a pandemia à limpo”. Foi mais um gesto político —Daniela precisava afrouxar as regras em algum ponto— do que qualquer outra coisa. E veio justamente na semana que algumas regiões tiveram recrudescimento da doença no estado.

Uma liminar foi conquistada pelo Sindicato das Escolas particulares garantindo esse retorno, mas a volta às aulas acabou novamente suspensa, desta vez por decisão liminar do desembargador Carlos Adilson em atendimento ao pedido do Sindicato Intermunicipal dos Professores no Estado. Manteve o senso de cautela diante dos risco de maior contaminação da doença.

É fato que as entidades particulares sofrem mais que outros setores, que já retomam suas atividades, mesmo diante do quadro grave em algumas regiões, e a esses empresários resta muito pouco a não ser lotar as salas e cobrar mensalidades ‘cheias’. Em agosto, o próprio presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), pleiteou uma redução de impostos (ICMS) pelo prazo de 18 meses a esses estabelecimentos de ensino, mas o pedido acabou negado pela Fazenda.

No fim, tudo faz parte de um grande ciclo, que é econômico e se transforma em bandeira política e que alimenta ideologias e gera expectativas, brigas, raivas…

Os alunos? Ah! Esses nem participam da conversa.

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Seca

De acordo com levantamento feito pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o Extremo Oeste é a região catarinense cujos cultivos estão em situação mais delicada. Em seguida aparecem Oeste e Meio Oeste. Milho (silagem e grão), fumo e pastagens sãos as culturas mais atingidas até o momento. A governadora Daniela Reinehr promete pedir ajuda ao governo federal.

 

UFSC adia retorno

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) prorrogou a suspensão das atividades presenciais de ensino em todos os níveis até 22 de maio de 2021. A suspensão abrange a realização de quaisquer atividades acadêmicas presenciais como bancas e reuniões, além do expediente presencial nas atividades técnicas e administrativas em todas as unidades da UFSC, exceto nos setores de saúde, segurança e nas situações de caráter inadiável e essencial.

 

Segunda instância

Condenado em segunda instância, o deputado João Rodrigues (PSD) segue na liderança pela corrida na prefeitura de Chapecó. Ele que já foi prefeito da cidade outras duas vezes, tem 37,9% das intenções de votos. A galera que viu o Lula ser barrado em 2018 justamente por esse motivo está de olho no precedente que pode ser aberto em SC e colocar o cacique petista na disputa em 2022.

 

Agrotech

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, em parceria com a Fapesc, publicou dois editais para mapear startups e soluções de Instituições de Ciência, Tecnologia e de Inovação (ICTs) especializados no setor agropecuário. As Agrotechs, Foodtechs e os ICTs cadastrados estarão aptos, de forma não exclusiva, a participarem das ações implementadas pelo Agroinovação SC e pelo Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura (NITA), bem como de outras iniciativas e políticas que poderão ser implementadas.  Os interessados tem até 9 de dezembro para se inscrever no site do governo do Estado.

 

Cadê

Governo começou a receber levantamento dos imóveis que pertencem ao estado em diversas regiões. O resultado não seria para menos. Há imóveis que não puderam ser localizados ou que sua localização é incerta.

Coluna Pelo Estado

Edição e textos: Fábio Bispo 

Conteúdo: Patricia Krieger

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