Por: Andréa Leonora

Tomaram posse ontem, em Florianópolis, dois novos secretários de Estado. Ambos em eventos concorridos e bastante prestigiados. Na parte da manhã, Alceu de Oliveira, assumiu a Secretaria de Estado da Segurança Pública, sucedendo César Grubba que respondeu pela pasta nos sete anos de governo Raimundo Colombo. O adjunto permaneceu o mesmo, Aldo Pinheiro D’Ávila. O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, já tinha falado que faria a mudança para “oxigenar” a área. Ontem, no evento de posse, disse que deve ser intensificado o uso de novas tecnologias e de inteligência no combate ao crime. Também apontou a necessidade da presença mais ostensiva da Polícia. Ao ressaltar que Santa Catarina é o estado com os mais baixos índices de violência do país, disse que isso não é suficiente, uma vez que são índices crescentes e que precisam ser contidos. D’Ávila foi na mesma linha e colocou que seu conhecimento pessoal não é maior do que a experiência, a formação e a capacidade das forças de segurança do Estado, indicando que um dos caminhos de sua gestão será o alinhamento entre as polícias Militar e Civil e todos os demais órgãos da pasta. Já no início da tarde, a posse foi do novo secretário da Fazenda, Paulo Eli, e seu adjunto, Marco Aurélio Dutra, ambos servidores de carreira da pasta. Ao ler um discurso de dez páginas, Eli apresentou números – alguns bastante preocupantes: “Considerando o período de 2015 a 2017, tivemos uma perda de 6,466 bilhões de reais. Isso explica em números a crise financeira do Estado” – e mostrou ter domínio da área. Ao citar as estratégias que pretende desenvolver nos dez meses à frente da Sefaz, anunciou que serão criados novos programas de desoneração da produção de bens, principalmente na agricultura e indústria. “Esses programas serão aperfeiçoados para que as empresas invistam no Estado, gerando mais empregos e renda e, como consequência, aumento do volume da base tributável.”

“Além do impedimento legal (intervenção federal militar no Rio de Janeiro), a dificuldade de composição de uma base em torno da PEC da Previdência demonstra que o Congresso preocupou-se mais com a possibilidade de enfrentamento da pauta nas urnas, do que propriamente com o orçamento e o futuro da própria previdência pública brasileira.”

Presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, criticando a decisão do governo federal de tirar da agenda do Congresso a reforma da Previdência

O mexe-remexe na estrutura do governo está no começo. A saída de Marco Aurélio Dutra da posição de secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) para ser adjunto na Fazenda, abriu espaço para que o jornalista Fábio Lima assumisse a posição de adjunto do secretário Carlos Chiodini. Este deve sair somente em abril para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. O nome cotado para suceder Chiodini é o de Alexandre Waltrick, que deve acumular o comando do Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC, antiga Fatma), pelo qual já responde, e da SDS.

Em sua fala ontem, durante a posse de Paulo Eli, o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, disse que hoje anunciará as primeiras medidas do seu plano de governo. De acordo com nota distribuída pela Secom, ele vai reforçar o compromisso de “responsabilidade de gestão com todas as regiões de Santa Catarina”, além das mudanças, cortes, ajustes e adequações que darão condições de equilíbrio financeiro ao Estado sem prejuízo aos serviços públicos de competência do Executivo. Ele voltou a apontar Saúde e Segurança Pública como prioridades. Na parte da manhã, Moreira recebe a imprensa para uma coletiva.

Curiosamente, ainda que as referências à crise econômica fossem frequentes da parte do governador Raimundo Colombo, as expressões “crise financeira” e “problemas financeiros” não eram usadas para falar da situação das contas do Estado. Mas foram usadas ontem pelo novo secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, em seu discurso de posse. A equipe anterior atenuou a real situação das contas do Executivo ou a atual está exacerbando? Ou, ainda, são duas leituras diferentes sobre o mesmo cenário.

Cooperativismo Dispostos a colocar o cooperativismo financeiro catarinense em um patamar premium, a Unicred SC/PR reuniu mais de 180 colaboradores em Foz do Iguaçu (PR) para o encontro de Planejamento Estratégico. Traçaram metas altas para a cooperativa em Santa Catarina.