Por: Andréa Leonora

Se a previsão do Banco Mundial para o Brasil se confirmar, o crescimento do PIB deve ser próximo de 2,2% neste ano. E estudos do Sebrae mostram que as micro e pequenas empresas acompanham o desempenho da economia como um todo. A novidade é que o setor de serviços aparece como a principal aposta para quem planeja investir no próprio negócio.

O Relatório Negócios Promissores em 2019, também do Sebrae, mostra que o cenário atual – projeção de crescimento da economia, safra agrícola próxima de recorde histórico, recuperação do mercado de trabalho e do rendimento médio real dos trabalhadores – é benéfico para a área de prestação de serviços pessoais, que podem ir desde cuidador de idosos até a instalação e manutenção elétrica, passando por entregas, transporte de passageiro, marketing direto e produção de conteúdo para internet, além dos negócios que atendem as necessidades básicas da população.

O diretor superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Fonseca, avalia que “com esse aumento voltamos a caminhar na direção das tendências de longo prazo da economia, com destaque para a expansão das atividades de prestação de serviço nas áreas de transporte, saúde, educação, além das tradicionais atividades, como alimentação, vestuário e serviços pessoais. Santa Catarina, em especial, tem muito potencial de crescimento nesses segmentos”.

 

Defesa Sanitária

Foto: Ana Ceron/SAR

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, esteve com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em comitiva com os demais secretários estaduais da área pelo Codesul (SC, MS, PR e RS). Foram saber sobre os recursos para a Defesa Sanitária, ponto essencial para que Santa Catarina mantenha o status sanitário que conquistou e vem mantendo há anos. “A Defesa Sanitária, administrada pela Cidasc no nosso caso, precisa de recursos federais e a ministra garantiu que esses recursos virão”, adiantou Gouvêa. O dever de casa agora é fazer um levantamento de todos os convênios, com as prestações de contas devidas. Outra tarefa é apresentar um programa para este ano. Ainda em Brasília, o secretário esteve no Banco Mundial, em busca de uma solução para que o estado volte a ter um programa nos moldes do SC Rural. A conversa com Ricardo de Gouvêa foi longa e a íntegra será publicada no começo da próxima semana na Pelo Estado Entrevista.

 

Comissões instaladas O dia foi agitado, ontem, na Assembleia Legislativa. Apesar de um acordo prévio sobre quais partidos ficariam com a presidência de cada Comissão, a quarta-feira foi de composições. A mais importante Comissão, de Constituição e Justiça (CCJ), terá como presidente o veterano Romildo Titon (MDB) e Milton Hobus (PSD) como vice. Veja como ficaram as demais comissões:

 

Comissão de Finanças e Tributação: Marcos Vieira (PSDB) presidente e Luciane Carminatti (PT), vice. Assuntos Municipais: Jerry Comper (MDB) presidente e Paulinha (PDT) como vice. Agricultura e Política Rural: José Milton Scheffer (PP) presidente e Moacir Sopelsa, vice. Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano: João Amin (PP) na presidência e Vieira na vice.

 

Comissão de Direitos Humanos: deputada Ada De Luca (MDB) presidente e Fabiano da Luz (PT), vice. Comissão de Trabalho e Serviço Público: Paulinha presidente e Marcos Vieira como vice. Saúde: Neodi Saretta (PT) presidente e Vicente Caropreso (PSDB), vice. Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência: Caropreso presidente e Scheffer como vice. Comissão de Proteção Civil: Hobus presidente e Coronel Mocellin (PSL).

 

Comissão de Segurança Pública: Mauricio Eskudlark (PR) presidente e Paulinha, vice. Educação, Cultura e Desporto: Luciane Carminatti na presidência e Valdir Cobalchini (MDB) na vice. Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia: Jair Miotto (PSC) como presidente e Luiz Fernando Vampiro como vice (MDB). Prevenção e Combate às Drogas: deputado Ismael dos Santos (PSD) como vice e Fernando Krelling (MDB) como vice.

 

Agricultura familiar A Secretaria de Estado da Educação realizou ontem o credenciamento das cooperativas que pretendem fornecer produtos da agricultura familiar para alimentação escolar. Foram 46 cooperativas de todo estado, um recorde de interessadas. Com isso, a expectativa é ultrapassar os valores estabelecidos pela legislação da compra da agricultura familiar, que é de 30% dos recursos repassados pelo governo federal para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Agora, cada proposta passará por validação.

 

O investimento previsto para este ano é de R$ 34,5 milhões para compra de 19 linhas de alimentos menos perecíveis, como arroz, feijão, macarrão, biscoito integral, farinha de mandioca, sucos integrais; e itens perecíveis como maçã, pinhão, filé de tilápia, banana, ovos e frango. A compra vai beneficiar mais de 20 mil famílias.