Por: Coluna Pelo Estado

Um dias após o transporte público ser liberado na Grande Florianópolis, a região voltou a atingir nível máximo de alerta para a transmissão do novo coronavírus, segundo aponta boletim da Central de Operações de Emergências em Saúde (COES), da Secretaria da Saúde, divulgado no dia 11.

De acordo com a Prefeitura de Florianópolis, o Gabinete de gerenciamento da crise acompanha o cenário epidemiológico da Capital e caso haja uma nova suspensão no transporte coletivo, isso será oficializado via decreto.

Da avaliação realizada no dia 04 de agosto para a do dia 11, cinco regiões foram reclassificadas do Risco Grave para Gravíssimo. São elas: Alto Uruguai Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Serra Catarinense e Xanxerê. Com isso, 12 das 16 regiões do estado estão classificadas com nível máximo de alerta.

Uma região classificada com nível Gravíssimo na semana anterior foi reclassificada para Grave com nota 3,0, ou seja, ainda muito próxima do nível Gravíssimo, o Médio Vale do Itajaí. Extremo Oeste, Oeste e Planalto Norte permanecem classificadas como Grave.

Quatro regiões mantêm o Risco Gravíssimo, desde a atualização feita em 21 de julho: Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Meio Oeste e Nordeste.

Na análise focada na dimensão do isolamento social, somente o Extremo Oeste apresenta Risco Grave, todas as demais 15 regiões estão em nível Gravíssimo.

No que diz respeito a investigação, testagem e isolamento de casos, somente o Planalto Norte apresenta Risco Grave, as demais 15 regiões estão em nível gravíssimo.

Quando o assunto é reorganização de fluxos assistenciais, três regiões estão na faixa amarela, ou seja, nível alto: Meio Oeste, Nordeste e Foz do Rio Itajaí. As 13 regiões restantes apresentam cor azul, que indica nível moderado.

Em relação a ampliação de leitos de UTI, o Extremo Oeste apresenta nível moderado. As regiões Serrana, de Laguna e Oeste apresentam nível grave. As demais 12 regiões do estado estão em nível gravíssimo.

Regionalização da pandemia

A partir da Portaria SES no 464 de 03 de Julho de 2020 ficou instituído o Programa de Descentralização e Regionalização das Ações de Combate à COVID 19 em Santa Catarina. O monitoramento realizado a partir de dados regionais apontam que o Risco Potencial de cada região de Saúde do Estado.

Na semana passada, a Justiça catarinense acatou pedido do Ministério Público cobrando providências para que o governo do Estado atue também na resolução de conflitos entre municípios no modelo regionalizado. O governo recorreu da decisão e tem até o dia 17 para se manifestar na ação.

Fábio Bispo e Nícolas Horácio