Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão continuar antecipando até cinco parcelas anuais até 31 de março de 2027. A decisão foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, adiando a mudança que estava prevista para entrar em vigor neste sábado, dia 31, em que apenas três parcelas poderiam ser antecipadas.
Na antecipação, o trabalhador pega um empréstimo no banco e dá como garantia os saques-aniversário dos próximos anos. Cada saque pode render de R$ 100 a R$ 500, e os juros são limitados a 1,8% ao mês. Quem adere a essa modalidade não pode retirar o saldo total do FGTS em caso de demissão sem justa causa e recebe apenas a multa de 40%.
O presidente do conselho, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo precisa de mais tempo para dialogar com o Congresso Nacional e com as instituições financeiras. Segundo ele, a redução para três saques continua em análise. Além disso, cortar o limite agora e depois voltar atrás, caso seja necessário, seria inadequado para esse tipo de produto, justificou Marinho.
“Em março, a gente toma uma decisão, se mantém, se volta à normalidade e passa a ser três, ou se mantém cinco. Considerando todos os episódios, inclusive o fim das bets, e o resultado obtido pelas cinco operações no ano, se isso dá conta das nossas preocupações colocadas lá”, pontuou.
Segundo a Caixa Econômica Federal, a redução do limite para três saques afetaria 12,2 milhões de trabalhadores, 29% dos que aderiram à modalidade. Desse total, 92% recebem até quatro salários mínimos. De acordo com o governo, as regras mais rígidas reduziram em 78% o valor contratado nos empréstimos.


