A tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (15). As Forças Armadas americanas deram início a uma nova onda de ataques contra instalações militares iranianas às 6h (horário de Brasília), marcando uma mudança estratégica: até então, as ofensivas estavam concentradas apenas no período noturno.
Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), o objetivo é enfraquecer capacidades militares iranianas utilizadas para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz. A ofensiva é uma resposta ao agravamento do confronto e ao colapso de um acordo provisório que mantinha a região em relativa estabilidade.
Ameaças e impactos globais
A resposta do regime de Teerã foi imediata e preocupante para o comércio global. A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou fechar corredores de exportação vitais, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho — uma rota fundamental para o abastecimento energético mundial. Analistas alertam que, caso essa ameaça se concretize, o preço do barril de petróleo pode disparar para US$ 200.
O presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu o tom e ameaçou atacar infraestruturas civis iranianas, como usinas de energia e pontes, caso o Irã não retome as negociações.
Reflexos no Brasil
A instabilidade no Oriente Médio já afeta a economia brasileira. Multinacionais que operam no país, incluindo o setor de fertilizantes, anunciaram redução de produção devido à crise logística e ao aumento dos custos. O preço do petróleo também fechou em alta pelo segundo dia consecutivo, atingindo o maior nível em um mês.






