Atraso na duplicação da BR-280 volta ao debate após morte de terceira vítima de acidente em Araquari

A morte do pequeno Miguel Hames, confirmada nesta quarta-feira (20), voltou a chamar atenção para os riscos enfrentados por motoristas na BR-280, em Araquari, e para a demora nas obras de duplicação da rodovia.

Miguel estava internado em estado grave desde o acidente registrado na terça-feira (19). Ele estava no veículo com a mãe, Jessyca Romani de Oliveira Hames, de 29 anos, e o tio, Renato Ramires de Oliveira, que morreram no local da colisão.

Com a confirmação da morte da criança, sobe para três o número de vítimas fatais da mesma família. Outros dois familiares seguem hospitalizados, entre eles a mãe de Jessyca e outro filho dela, que permanece sob cuidados médicos e deve passar por procedimento cirúrgico.

A tragédia reacende a cobrança pela conclusão da duplicação da BR-280, obra aguardada há anos por moradores, empresários e motoristas do Norte de Santa Catarina. O ritmo lento dos trabalhos tem provocado impactos na mobilidade, no escoamento da produção e na segurança de quem depende diariamente da rodovia.

Além do prejuízo econômico, o atraso mantém trechos movimentados e perigosos em condições consideradas insuficientes diante do grande fluxo de veículos. Para a região, a conclusão da duplicação é vista como medida urgente para reduzir riscos e melhorar a ligação logística no Norte catarinense.