A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número de brasileiros sem trabalhar no período chegou a 6,6 milhões.
Detalhes Chave da Pesquisa do IBGE:
- Recorde Histórico: Apesar do aumento em relação ao trimestre anterior (5,1%), o índice de 6,1% é o menor já registrado para o período na série histórica, iniciada em 2012. O indicador não superava 6% desde o trimestre encerrado em maio de 2025.
- Perda de Vagas: A alta no desemprego foi causada pela redução de vagas. Juntos, o comércio, a administração pública e os serviços domésticos perderam mais de 870 mil postos de trabalho na comparação trimestral.
- População Ocupada: Houve uma queda de 0,7% na população ocupada, o que equivale a 1 milhão de pessoas fora do mercado de trabalho. O IBGE destacou que não houve aumento de pessoas ocupadas em nenhum dos dez grupamentos de atividade.
- Renda Média: O rendimento médio real habitual dos brasileiros empregados foi de R$ 3.722 por mês. Este valor representa um crescimento de 5,5% no ano.
- Massa de Rendimento: A massa de rendimento real habitual do país atingiu R$ 374,8 bilhões, um aumento de 7,1% (R$ 24,8 bilhões) em um ano.
- Setores com Aumento Salarial: Houve crescimento de salários no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+3,0%), e na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+2,5%).
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil, cobrindo 211 mil domicílios em 3.500 municípios.




